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22/11/2017

O PAI NOSSO É UMA ORAÇÃO UNIVERSAL?


O PAI NOSSO É UMA ORAÇÃO UNIVERSAL?

Pastor Flávio da Cunha Guimarães

Será que o Pai Nosso, é uma oração universal, para ser repetida e recitada, como uma forma mágica como vemos em algumas religiões? Visando responder esta pergunta, por isso este post tem como objetivo alcançar os pastores, seminaristas, estudiosos e leitores da Bíblia de um modo geral. Do nosso ponto de vista, o Pai nosso não é uma oração universal, como algumas religiões querem afirmar a ser repetido e recitado de maneira rotineira, mecânica e decorado, uma repetição vazia e sem espiritualidade, como vemos na sociedade em geral. Essa prática não caracteriza uma oração, e sim, uma reza, pois para nós, a oração é conversar com o Senhor Jeová como de filho para e vice-versa. Os filhos expressando os sentimentos para o pai, de maneira sincera, como expressamos aos amigos. Nem tudo o que a Bíblia relata e ensina são para ser repetidas como fórmulas mágicas ou um mantra, mas princípios para serem aprendidos, vividos e praticados.

AO FAZERMOS UMA EXEGESE PARCIAL DO TEXTO DO PAI NOSSO ENCONTRAMOS ALGUMAS VERDADES QUE SÃO:

PRIMEIRA VERDADE: Orais no grego (προσεύχεστε – proseúqueste) traz a ideia de oração somente a Deus, excluindo qualquer outro ser, outro nome ainda que seja bíblico e respeitado. Portanto, não existe oração aos ídolos, antepassados, a santos nem a Maria mãe de Jesus. Podem até orar, pedirem, agradecerem, louvarem, exaltarem, todavia será falsa essa oração, estará em desacordo com a Palavra de Deus. Há um artigo no grego (“ό” - ho) que está no (V.9) que seu sentido é distinguir indivíduos, classes sociais e religiosas. Portanto, o artigo no contexto do Pai nosso distingue tanto o estilo da oração que é diferente das orações rituais, formais, vazias, repetitivas, ocas como as rezas que os judeus costumavam fazer e que os católicos não são diferentes, bem como a quem a oração é dirigida: Se a Deus ou aos santos, aos deuses como a ídolos Aserah, Baal, Moloque, a Mamom e etc. E distingue também em nome de quem estamos pedindo como nosso intercessor, pois a Bíblia nos ensina que a oração para ser atendida tem que ser feita em nome de Jesus Cristo, como vemos em (João 14:13-14 e 16:23-24). Quando oramos, a nossa oração tem que ser com distinção ou não passa de uma reza! A nossa oração está sendo dirigida a Deus ou aos ídolos? Em nome de Jesus Cristo ou em nome dos santos e de Maria?

SEGUNDA VERDADE: A Oração é abrir o coração, a vida, os desejos, à vontade e os sentimentos diante do Senhor Jesus. É conversar com Jeová como se conversa com um amigo, como se conversa de filho para pai e vice-versa. Temos nós liberdade para conversarmos com o Senhor de coração aberto ou há algum pecado que nos envergonham e nos impedem, tirando a liberdade de falarmos com o Senhor como filhos?

TERCEIRA VERDADE: A oração tem que ser dirigida somente a Deus-Pai em nome de Jesus Cristo, o Deus-Filho como nos diz (João. 14:13-14), “e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho”. Em (João. 15:7,16), diz: “Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito [...] Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo conceda”. E em (João. 16:23-24), “Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo seja completo”. Tudo o que pedirmos tem que ser para glorificarmos ao Senhor. Mas quantas orações para a glória própria?

QUARTA VERDADE: A palavra Pai no grego que está no Pai nosso (Mat. 6:9) é: (πάτερ – páter). Os judeus já conheciam Deus como Pai, mas não como o Senhor Jesus O conhecia, Abba Pai, como um infantil, como dependente, o que Paulo enfatizou mais tarde em (Rom. 8:15), bem como em (Gal. 4:6). Tratar Deus de Papai, de maneira carinhosa, com intimidade, chamando-O de paizinho é a maneira correta de um filho tratar seu pai. Mais uma vez o artigo no grego (“ό” – ho) está entre as palavras (Αββα ό πατήρ – Abba ho páter) por duas razões:

1 – Primeira razão: Porque Esse Pai é diferente de todos os pais humanos.

2 – Segunda razão: Que esse relacionamento com Esse Pai é um relacionamento diferenciado pela confiança e um Pai que ama verdadeiramente os filhos. É um relacionamento filial e paternal. Temos nós intimidade com Deus como pai e filho? Talvez os leitores não entendam isso na prática por causa do machismo em que fomos criados, mas também pela falta de carinho, o porque não receberam afeto, o amor e os pais beijarem os filhos; além do pensamento de que se assim o fizermos fará dos filhos homossexuais. Daí não termos liberdade de chamarmos Deus de papai, de paizinho e de ter intimidade com Ele porque não o temos para com os pais nem para com os filhos. Mas esse deve ser o tratamento dos filhos para com o Pai Divino. Todavia, a ideia que se tem é que Deus está distante, não se importa, não se interessa por nós, um Deus carrasco e punidor! Quando na verdade é um Pai de amor, de misericórdia e de bondade. Mais esse deve ser o tratamento dos filhos de Deus para com Ele, um tratamento de amor, de intimidade e de gratidão, mas também de respeito e de reverência.

QUINTA VERDADE – O Pai Nosso é para glorificar ao Deus Criador de todas as coisas: Em (Mat. 5:16) a segunda parte do versículo diz: [...] “para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. No grego a palavra glorificar e: (δοξάσωσιν – doxásosin), que significa também honrar, dignificar, exaltar a Deus Pai. Deus quer ser glorificado, honrado, dignificado e exaltado através das boas obras dos salvos que consequentemente se tornam filhos de Deus. Através de nosso viver e testemunho. Glorificado através daqueles que vem a Ele e em sua casa, porque o significado principal é glorificamos ao Senhor da vida. A ideia aqui não é um ato que acontece e acaba; é um glorificar continuamente, constante hoje, amanhã e enquanto aqui vivemos. No domingo na casa de Deus, continua no decorrer da semana onde estivermos, até nos encontrarmos no domingo outra vez no templo e assim forma um círculo continuo. O glorificar a Deus vem acompanhado da palavra grega (ὑμων - humon) que reforça a ideia de glorificar com cânticos, com hinos de louvor, com alegria e gratidão. A igreja do Senhor tem glorificado a Deus com alegria e gratidão? O que tem atrapalhado esse glorificar com alegria e gratidão? Mas temos nós glorificado realmente a Cristo com o nosso viver? Deus que sabe de todas as coisas está sabendo se os motivos o porquê não estamos glorificando se justificam diante DELE ou não!

Se em (Mat. 5:16) a palavra grega para Pai é (πατέρα – patéra) que significando todos os filhos glorificando O Único Pai, que é Deus. Já em (Mat. 6:9) a palavra Pai no grego é (Πάτερ – páter) que traz a ideia de Pai de várias pessoas que têm a mesma descendência, que nasceram da mesma fonte, do Espírito Santo e da água, o que Jesus Cristo disse a Nicodemos em (João 3:3,5,7 e II Cor. 5:17), que é o nascer de cima, do alto e da ação Divina recriando o homem decaindo em sua natureza pecaminosa herdada de Adão e Eva. Portanto, somos filhos do Mesmo Pai, se recebemos a Jesus Cristo como salvador pela fé. Quando lemos (João 1:12) vamos entender claramente o exposto acima. “Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus”. Se tornamos filhos de Deus no momento em que cremos e recebemos a Jesus Cristo, isso significa que antes de recebermos e crermos, não éramos filhos de Deus, mas criaturas, pois Ele nos recria em Jesus Cristo, seu Filho amado. O grego traz a ideia de Filhos do mesmo caráter, tal qual, semelhante, não só uns para com os outros, mas principalmente para com o Pai que é Jeová. Temos nós, os cristãos, o mesmo caráter do Senhor Jesus? Precisamos dizer que os salvos são somente aqueles que têm o mesmo caráter de nosso salvador! Que o nosso viver tem que ser parecido com o do Senhor Jesus! Que o viver dos crentes tem que ser tal qual o de Jesus Cristo! Tem que ser semelhante ao do Senhor! Se o nosso viver ainda não é tal qual o do nosso salvador, se não é semelhante, ainda não somos salvos; portanto, precisamos buscar essa salvação para vivermos semelhantes ao Senhor de nossas vidas, se queremos realmente ser salvos! Mais informações sobre a salvação, acesse o post http://comoagradecer.blogspot.com.br/2012/10/jesus-e-o-unico-salvador-do-mundo.html . O post recomendado acima trata exclusivamente da salvação. Se tem dúvidas quanto a salvação, vai lá.

Queremos terminar esse tópico citando (Efésios 4:13), “Até que todos cheguemos à unidade da fé e o pleno conhecimento do filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo”. O Pai Nosso tem que contribuir para que perecemos cada vez mais com o Senhor Jesus. Que o nosso relacionamento com o Senhor seja parecido com o do Senhor Jesus com Deus Pai, como lemos em (João 10:30) "Eu e o Pai somos um". Um relacionamento carinhoso e íntimo. Mas abaixo voltaremos ao texto de (João 1:12).

FAZENDO UMA ANÁLISE PARCIAL DO TEXTO DE (MAT. 6:9-13).

O "Pai nosso" não é para ser repetido como oração de maneira rotineira, decorada como vemos em meios religiosos. Uma repetição vazia, sem sentimento e sem espiritualidade. Nem tudo o que a Bíblia relata, diz e o que o Senhor Jesus Cristo ensinou é para ser repetido como fórmula mágica ou mantra.

O PAI NOSSO NÃO É UM MANTRA! O que é um mantra? Segundo o Dicionário Aurélio Online, mantra é uma “fórmula encantatória que tem o poder de materializar a divindade invocada”. São palavras, fórmulas que os praticantes creem que tem poder mágico para facilitar a concentração, a meditação, a energização, para adormecer ou despertar, para desenvolver ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los para se achegar ao Criador. Louvor aos deuses e é considerado como oração ou encantamento, (Disponível em: http://www.significados.com.br/mantra, Acessado em: 01/06/2013). São palavras ou frases repetitivas que leva a pessoa ao estágio de hipnose, quase hipnose ou êxtase. Jesus Cristo ao deixar o Pai Nosso em forma de oração, Ele o deixou com objetivos, não só para ser recitado como um mantra de forma vazia, mecânica, estérea, sem sentimento, sem contrição; mas o deixou para ensinar princípios quando nos dirigimos ao Senhor em oração.

O PRIMEIRO PRINCÍPIO – TORNANDO-SE FILHO PRIMEIRO PARA CHAMAR DEUS DE PAI, (V.9).

Como chamarmos Deus de Pai, se ainda não nos tornamos filhos de Deus? Só chama de pai o filho legítimo! Seja ele biológico ou adotivo. Talvez você esteja fazendo a seguinte pergunta, ou questionamento: "Pastor, eu aprendi que todos nós somos filhos de Deus". A sociedade realmente, de um modo geral, diz que todos os seres humanos são filhos de Deus. Lamento em desapontar você, contrariar quem lhe ensinou de maneira errada; todavia, a Bíblia ensina-nos que só os que recebem Jesus Cristo e creem NELE como salvador, se tornam filhos de Deus. Talvez isso gere em você outra dúvida: Se não somos filhos de Deus, qual é a nossa condição diante DELE? Queremos afirmar que somos todos criaturas de Deus. Filhos nos tornamos quando recebemos e cremos em Jesus Cristo como nosso único e eterno salvador. Para que fique bem claro, para que não gere dúvida, citaremos (João 1:12) que diz: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome". Uma vez feito filho de Deus, quais os privilégios e deveres de ambas as partes? O pai é quem gera os filhos, cuida, sustenta, ensina, educa, tem autoridade sobre os mesmos. Se preocupa com o bem estar dos filhos. Faz, dá o de melhor para eles. E ama os filhos. Deus como Pai é tudo isso e muito mais. Deus como Pai não é apenas 10, Deus como Pai é milhões de 10. Você concorda conosco? O filho desfruto da proteção do pai. É herdeiro legítimo. Carrega as características e o sobrenome do pai. O filho tem o dever de respeitar o pai. De ser submisso ao pai. De honrar o pai. Zelar pelo nome do pai. Amar o pai. Você já pode afirmar com toda convicção que preenche os requisitos de filho de Deus? Você já pode afirmar com toda convicção que é filho de Deus? Então, quero lhe convidar a vivermos como realmente filhos de Deus. Respeitando-O. Sendo submissos a sua autoridade. Cumprindo os seus mandamentos. Zelando, honrando o seu nome e amando a Deus de todo o nosso coração.

ANALISANDO AINDA O TEXTO DE JOÃO 1:12.

Vamos analisar a frase seguinte: "deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus". De acordo com o enunciado desta frase "Os homens não são pela natureza filhos de Deus; somente por meio de receberem a Cristo obtém o direito de se tornarem filhos de Deus", (RIENECKER FRITZ E CLEON ROGERS, 1985, P. 161-162). Se, se tornam filhos de Deus, logo, antes de se tornarem filhos de Deus éramos apenas criaturas de Deus. Para se tornarem filhos de Deus, é preciso duas condições, conforme (João 1:12).

PRIMEIRA CONDIÇÃO: Crer em Cristo como único salvador, o que (At. 4:12) confirma: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos", o que concorda com (João 14:6).

SEGUNDA CONDIÇÃO: O recebermos a Jesus Cristo como o nosso salvador. O sentido no grego de receber é uma ação continua. Recebemos e continuamos com Jesus Cristo em nossas vidas para sempre. "Na verdade, na verdade vos digo: Se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim, e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou", (João 13:20). Só se torna filho de Deus mediante a ação do Senhor de nos fazer seus filhos, pelo seu poder, nós não podemos nos tornar filhos de Deus por nós mesmos. O sentido no grego, mas uma vez é que, uma vez filhos de Deus, continuamos filhos para sempre. Uma vez filho de Deus, esse filho assume o compromisso ativo com o Senhor. Ao receber Jesus Cristo como salvador, a pessoa aceita tudo o que Ele declara ser; assume também dedicar toda a sua vida a Ele por toda a sua existência. Uma vez filhos de Deus, somos coerdeiros de Deus em Cristo Jesus. Portanto, não somos qualquer um! Não herdamos qualquer coisa! Somos filhos do soberano do universo! Somos herdeiros da vida eterna com Deus! Do paraíso perdido em Adão e Eva.

Para concluir este tópico: Ficou claro para você como se tornar filho de Deus? Entendeu o que foi dito? O "Pai nosso", não é para ser repetido e recitado de cor de nosso ponto de vista, mas para aprendermos princípios que o Senhor Jesus Cristo quis ensinar ao orarmos ao Senhor. Só podem chamar Deus de Pai aqueles que já creem e receberam a Cristo como salvador. Você já crê e já recebeu Jesus Cristo como o seu salvador? Se ainda não recebeu, infelizmente ainda não é filho de Deus, mas criatura. Todavia, você pode se tornar filho de Deus agora, é só crer de coração e receber a Jesus Cristo como o seu salvador. Faça isso enquanto tem vida para decidir, pois chegará a hora que não poderá fazer mais as suas escolhas, pois diz o adágio popular que "morto não tem vontade" e confere o texto bíblico de (Luc. 13:19-31).

SEGUNDO PRINCÍPIO: COMO DIZER “PAI NOSSO QUE ESTÁS NOS CÉUS”? (V.9), QUEM NÃO ESTÁ INDO PARA O CÉU?

Aqueles que acreditam que o Céu e o Inferno são aqui mesmo? Aqueles que vivem em função das coisas deste mundo? Se o coração está preso as coisas terrenas? Passageiras? Materiais? E efêmeras? Se o viver no Céu não é prioridade para a maioria dos que recitam o Pai nosso que estás nos Céus? Só pode orar ao Deus que está no Céu, quem deseja, enquanto aqui viver, o ir para o Céu! Aqueles que tem certeza que estão indo para o Céu! E só vão para o Céu aqueles que creem e recebem a Jesus Cristo como salvador Único, (João 14:6; Atos 4:12; Efes. 2:8-9 e II Tim. 2:5). Talvez você que está lendo estas linhas, discorde de nós, e tem o direito de discordar. Todavia, discordar com base sólida. “O pastor não pode dizer que tem aqueles que não estão indo para o Céu e aqueles que tem certeza que estão indo para o Céu”. Posso dizer sim! Não por mim, mas baseado na Palavra de Deus. Senão vejamos alguns textos: (Mat.20:16) "Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. Em (Mat. 7:13-14) Jesus diz: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Além dos textos de (Luc. 16:19-31 e I João 5:14-15). Conclua você mesmo após ler os textos citados! Quem está procurando a porta estreita e o caminho apertado não é a minoria? Isso significa renunciar desde o que a sociedade oferece de prazeres obscenos até a renúncia do eu, do orgulho, do querer salvar-se a si mesmo. Onde está a multidão? Entrando pela porta larga e pelo caminho espaçoso que levam a perdição. Isso significa fazer tudo o que desejo o coração sem nenhuma renúncia e esbaldar nos prazeres obscenos da vida. Medite no que Jesus Cristo disse em (Mat. 16:24-27).

A Bíblia diz em (I João 5:14-15), que se pedimos alguma coisa segundo a vontade do Senhor, Ele nos ouve. Logo, se é da vontade de Deus que todos sejam salvos, se pedimos para que Ele nos salvem, Ele nos atenderá. O que é confirmado em (Rom. 8:16) que diz: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”. Podemos ter certeza da salvação. O problema está em como chamar Deus de Pai nosso que estás nos Céus quem vive para este mundo? Só pensa nas coisas terrenas? Se o viver no Céu não é prioridade na vida da pessoa enquanto aqui vive? Se não quer saber do Reino do Senhor enquanto aqui vive? Céu é o lugar muito especial! Lindíssimo! É o lugar da morada de Deus, de seus anjos, de Jesus Cristo e dos salvos. De onde Ele governa o universo. Lugar onde o ser humano estará bem seguro, protegido, feliz, desfrutando da vida plena, sem sofrimento algum, (Ap. 21:4). O Céu é real, porque foi o Senhor que o Criou. O Céu é real porque a Bíblia fala dele em dezenas de textos. O Céu é lugar para os salvos, os autênticos filhos de Deus. É o lugar de mais elevada realização espiritual dos salvos com Deus, é o que afirma (Heb. 2:10) - "Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles".

Queremos concluir este tópico dizendo que: Deus está chamando você para ser filho DELE. Para desfrutar de todas as maravilhas que Ele preparou para os que creem e recebem a Jesus Cristo como salvador. Deus está chamando você para ser o(a) herdeiro(a) de tudo o que Ele criou, inclusive o Céu, lindo e maravilhoso. Você quer e deseja ir para o céu? Então recebe e crê em Jesus Cristo, em seu coração, enquanto você pode escolher ser salvo, já que depois da morte isso não é possível de acordo com (Luc. 16:19-31).

TERCEIRO PRINCÍPIO – “SANTIFICADO SEJA O TEU NOME”, V.9.

Como dizer: "Santificado seja o teu nome", se não querem viver em santidade para Jeová? Se a maioria das pessoas nem sabe que Deus é santo? Não está nem aí para o Senhor? Não querem saber da santidade de Deus? Muito menos da sua santidade para agradar o Senhor! Ainda cabe algumas perguntas para se pensar e refletir: Santificado seja o teu nome, de que maneira? Através de que? Através de quem? O sentido no grego é o homem tratar o Senhor como santo, é reverenciar o Senhor como santo nas orações. Quantas orações que tratam o Senhor, que é Soberano, como objeto que apenas satisfaz os desejos dos homens? O tratar, o reverenciar o Senhor Deus como santo é um imperativo com ação constante ou continua. Quando o Senhor Jesus disse: "Santificado seja o teu nome", Ele quis deixar claro que Deus é puro, e que nós somos impuros. Todavia, em outros textos dizem que o sangue de seu Cordeiro imaculado nos purifica de todos os nossos pecados, é o que lemos em (João 1:29) "No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". Em (I João 1:7) diz: "Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado". Logo, entendemos que só pode dizer: “Santificado seja o teu nome”, aqueles que já foram lavados pelo sangue do Senhor Jesus Cristo, sangue este derramado na cruz para nos purificar de nossos pecados e nos salvar da condenação eterna e é o que (Apoc. 7:14) diz: "E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro".

O nosso desejo é que possamos reconhecer Deus como santo, que por sua vez nos leva a reconhecermos que somos impuros e que necessitamos da santidade do Senhor. Reconhecê-lo como santo, é reconhecer que Ele está separado de tudo o que é comum, tudo o que é profano. É adorar o Senhor como o Ser Divino e grandemente abençoador. O Senhor já tem conhecimento Que Ele é santo, pois faz parte de sua essência. Ao orarmos dizendo: "santificado seja o teu nome", nós sim, que precisamos estar reconhecendo, admitindo o quanto o Senhor é santo e nós profanos, precisando de sua purificação e de sua santificação e é o que Ele ordena tanto no Antigo Testamento, "Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o SENHOR vosso Deus”, (Levítico 20:7), bem como no Novo Testamento, "Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”. (I Pedro 1:15- 16). Ao dizermos: santificado seja o teu nome, estamos fazendo um contraste do nome de Deus Todo-Poderoso em relação a todos os deuses e ídolos que os homens adoravam e ainda adoram. O nome de Deus está acima de qualquer outro nome, como nos diz (Efes. 1:21) "Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro". "Quando oramos: santificado seja o teu nome, não estamos tendo uma conversa informal com um colega igual a nós. Ainda que nossas orações tenham que refletir a íntima relação que temos desenvolvida com Deus. Precisamos sempre reconhecer que estamos nos aproximando de um ser muito poderoso, santo e justo, através do acesso possibilitado pelo sangue de Cristo", (Autor: Dennis Alan. Disponível em: http://www.estudosdabiblia.net/200215.htm; Acessado em: 16/04/2013).

O Senhor Jesus Cristo, ao ensinar o Pai Nosso aos seus discípulos e consequentemente a nós também, Ele quer de nós atitudes para com o próprio Deus. Atitude de respeito, de reverência, de louvor, de adoração e a busca da santificação em Deus. Com um adento em que corremos o risco de respeitar mais o nome de Deus do que a Pessoa do Próprio Deus. Esse era o erro que os judeus cometiam e de muitos de nossos dias. Outro risco é usar o nome de Deus em vão, quando o Próprio Senhor proibiu como vemos em (Êxodo 20:7) "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão". Exemplos de tomarmos o nome de Deus em vão: "Pelo amor de Deus". "Ai meu Deus". Eu juro pelo nome de Deus. As pessoas fazem isso sem ter consciência de reverência ou suplica sincera ao Senhor. Quanto a juramento vejamos o que o Senhor Jesus diz em (Tiago 5:12) "Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação”. Será esclarecedor conferir (Mat. 23:16-22). Deus não quer que digamos as coisas certas com atitudes erradas para agradar os homens. Ele quer que dizemos as coisas certas, com a vida certa, pelos motivos certos sabendo que somos apenas criaturas e que o Senhor é o criador. Que somos pecadores e que só Ele pode nos santificar. O que adiante dizermos: "santificado seja o teu nome", se não estamos honrando o nome de Deus em nosso viver. Pense nisso enquanto ainda há tempo!

QUARTO PRINCÍPIO: “VENHA O TEU REINO”, V. 10.

"Venha o teu reino", é um pedido desejoso, é um desejo permanente que o Reino do Senhor se estabeleça definitivo e por completo na terra, a começar por minha, pela sua e por nossas vidas. Para que o Reino de Deus se estabeleça na terra, primeiro ele tem que estabelecer dentro de nós. Vejamos o que o Senhor Jesus diz em (Mat. 4:17) "Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Destacaremos algumas verdades deste texto e de outros sobre o reino dos céus: 1ª – Se com a chegada de Jesus Cristo era chegado o reino dos céus, logo, Jesus Cristo é o Rei e é Ele quem implantou o seu reino neste mundo. O reino do Senhor está aqui presente. 2ª – Para fazer parte deste reino somente através do arrependimento, além de receber Jesus Cristo em sua vida e crer NELE, o que já foi dito acima. O arrependimento está no tempo verbal de um imperativo e de uma ação continua; isto é, arrependimento hoje, amanhã e enquanto aqui vivermos. O que é arrependimentos? No grego a palavra para arrependei-vos é (Μετανοεῖτε – Metanoeite) que é mudar de opinião, emocional, de atitude espiritual e moral para com Deus. Mudanças nos princípios e nas práticas. É o abandono definitivo do curso em que a sociedade indica para as pessoas, para viver o curso indicado pelo o Senhor. É a mudança do homem a partir de seu interior. 3ª - "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”, (Mateus 7:21). Deus reina sobre toda a sua criação, sobre todos os seres viventes, até mesmo sobre o Diabo. O pedido no Pai nosso: “Venha o teu reino”, é que o Senhor reine sobre a vida daqueles que pedem querendo realmente que o Senhor reinem sobre as suas vidas. Isso não pode ser dito de maneira leviana e sem um compromisso com o Rei Jesus! Só pode fazer este pedido aqueles que reconhecem a Jesus Cristo como salvador, Senhor de suas vidas, que o adoram, amam e obedecem ao Senhor da glória. Sendo o reino dos céus real e legítimo, o Rei deste reino é o Senhor Deus como vemos em (I Sam. 12:12) "E vendo vós que Naás, rei dos filhos de Amom, vinha contra vós, me dissestes: Não, mas reinará sobre nós um rei; sendo, porém, o Senhor vosso Deus, o vosso rei". Samuel não tinha dúvidas que o verdadeiro rei deste universo é o Senhor Deus. E nós somos súditos de qual rei: Deus ou o Diabo? Reinado este que o Deus-Pai transferiu para o Deus-Filho, como lemos em (Mat. 28:18) "E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra". Como dissemos no início: Venha o teu reino é um pedido feito ao Senhor por quem recita o Pai Nosso. Como pedir ao Senhor: Venha o teu reino, quem está fora do reino do Senhor? Como pedir: Venha o teu reino, quem não pensa no reino do Senhor como prioridade em sua vida? Como pedir: Venha o teu reino, quem não quer viver em conformidade com as leis do rei e de seu reinado?

O REINO DE DEUS TEM DOIS ASPECTOS:

O PRIMEIRO: No presente, o reino do Senhor é manifestado onde o Senhor é adorado em Espírito, em verdade e seguido pelos seus discípulos, nos corações onde o Senhor reina. Um reino invisível porque Ele está reinando através dos salvos. Ele está reinando através da direção de toda a criação.

O SEGUNDO: O Reino do Senhor virá de modo completo ao mundo quando Jesus Cristo vencer o último inimigo, por ocasião de sua volta, (2 Tes. 2:8) "E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda". Este texto se refere ao anticristo como inimigo, não só dos que creem, como inimigo do Próprio Senhor Jesus. Em (1 Cor. 15:26) "Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte". Este inimigo será vencido em duas etapas. A primeira com a ressurreição dos salvos que é a primeira ressurreição. A segunda etapa se dará com a ressurreição dos não salvos, após o milênio que é a segunda ressurreição. Com um detalhe: Só o Senhor poderá estabelecer o seu Reino, tanto nos corações dos que recebem a Jesus Cristo como salvador, bem como, o Reino visível com o advento do milênio e que se estenderá após o Juízo Final.

Neste universo só existem dois reinos: O reino do inimigo e o reino do Senhor. O reino das trevas e o reino da luz. O reino da perdição e o reino da salvação. De qual faremos parte nesta vida e na vindoura após a morte, depende de nossas escolhas enquanto aqui vivemos. Eu já fiz a minha escolha. E você já fez a sua? O ser humano só pode estar a serviço de um rei. Jesus Cristo deixa bem claro em (Mat. 6:24) "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom". A palavra Mamon é aramaica e significa dinheiro, bens materiais, riquezas e personifica a satanás também. Ao dizer: "Venha o teu reino" é preciso estar consciente das implicações que envolve tal pedido. O verbo, "Venha o teu reino", o seu tempo no grego tem duas características importantes:

PRIMEIRA: O seu tempo é o imperativo. O imperativo é uma ordem e ordem se obedece ou desobedece e sofre as consequências.

SEGUNDA: O verbo diz que a sua ação é contínua, isto é, o Reino do Senhor veio quando criou todas as coisas; continua na pessoa de seu filho habitando em cada coração dos salvos; e continuará quando ingressarmos na eternidade, a minoria no Céu e a maioria, infelizmente, no inferno.

Ao recitarmos o Pai Nosso, estamos pedindo para Deus que Ele estabeleça sua soberania na terra, principalmente sobre nossas vidas. Você está consciente disso? Mas quantos que recitam o Pai Nosso, todavia, não estão nem aí para a soberania de Deus? Vivem como se Deus não fosse soberano, nem mesmo existisse! Queremos convidar você a recitar o Pai Nosso quando tiver consciência que Deus é seu pai porque você já aceitou a Jesus Cristo como o seu salvador. Que estás nos Céus porque você tem a plena confiança que está indo para o Céu através de Jesus Cristo e só Ele é que nos conduz para o paraíso. Santificado seja o teu nome porque você está vivendo uma vida somente para o Senhor. Venha o teu Reino porque você já está dentro do reino do Senhor. Pense nisso.

QUINTO PRINCÍPIO: SEJA FEITA A TUA VONTADE

O Nosso texto ainda é (Mat. 6:10) que diz: "seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu". O Senhor Jesus Cristo ao recomendar o Pai Nosso como oração modelo, Ele estava ensinando sobre a vontade do Deus-Pai aos seus seguidores. Nos diz (Rom. 12:2 parte final) que a vontade do Senhor para nós é “boa”, “agradável” e “perfeita”. Ao dizer: "seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu", Ele está se referindo a totalidade de todas as coisas criadas pelo o Senhor, que no grego é (κóσμον – cosmon), cosmos significa todo o universo. Ele quer ensinar que a vontade de Deus é soberana, está acima de tudo e de todos. Ao recitarmos o Pai Nosso, estamos fazendo um pedido desejoso ao Senhor, que sua vontade esteja acima de nossa vontade. Vontade no grego tem o sentido de Deus exercer a sua vontade adequadamente, não baseada em emoções e desejos, mas no querer de Deus com propósito, com ordem, com comando, tanto no céu como na terra.

Será que as pessoas que repetem o Pai Nosso sabem destas verdades? Os mentores, os líderes espirituais deles ensinam essas verdades? Sinceramente que tenho as minhas dúvidas. A vontade soberana do Senhor não é satisfeita ao recitarem o Pai Nosso. A vontade do Senhor não é satisfeita em frequentar uma igreja, em ser membro da mesma, em fazer caridade e em pagar os dízimos. Os líderes religiosos dos judeus faziam tudo isso, por outro lado estavam reprovados pelo o Senhor Jesus Cristo, porque não faziam a vontade de Deus Jeová. Para se fazer a vontade do Senhor é preciso viver se auto negando, negando a sua própria vontade para que a vontade soberana do Senhor prevaleça em nossas vidas. A vontade do Senhor, para nós, consiste em sermos misericordiosos como diz (Mat. 9:13) "Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento". Misericórdia é sentir a dor do outro que a miséria causa.

A Vontade do Senhor é que sejamos salvos, como nos diz (II Pedro 3:9) "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se". A Vontade do Senhor é que sejamos santos, como nos diz (I Pedro 1:15-16) "Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo". A Vontade do Senhor é que sejamos produtivos na obra DELE, como nos diz (João 15:16) "Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda".

Os que exploram a cura divina, como vontade de Deus, para encherem os templos, desconhecem, ignoram ou omitem os seguintes textos de suas preleções, tais como: (II Tim. 4:20) "Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto". (I Tim. 5:23) "Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades". Muitos líderes religiosos tem dificuldades com esses textos. Pois, se o Senhor curou pessoas através do Apóstolo Paulo, como relata (Atos. 14:9-10) "Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos, e vendo que tinha fé para ser curado, Disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou". Por que o Apóstolo Paulo não curou Trófimo e nem Timóteo, nem a si mesmo como ele mesmo relata em (II Cor. 12:7-9? É aí que entra a vontade soberana do Senhor. Sendo a vontade de Deus soberana, Ele cura quem Ele quer! Como quer! Quando quer! Da forma que quer! Ele cura alguns e deixa de curar outros, porque a sua vontade é soberana e está acima da fé humana. Quando recitarmos o Pai Nosso, seja feita a tua vontade, assim na terra com no céu precisamos entender, já de antemão, que a vontade do Senhor é soberana, que essa vontade poderá ser favorável ou contrária a nossa vontade. Recite o Pai Nosso sabendo que a vontade de Deus é soberana e que sejamos submissos a Ela. Amém!

SEXTO PRINCÍPIO: A NOSSA DEPENDÊNCIA TOTAL DO SENHOR, V.11, "O pão nosso de cada dia nos dá hoje".

O Senhor Deus supre, as nossas necessidades, as quais não podemos fazer, porque as que estão em nosso alcance, como preparar a terra, semear e limpar Ele nada fará por nós. Mas quanto ao crescimento que depende de chuva, sol e oxigênio Ele providenciará. O Pai Nosso tem princípios a serem observados pelos que professam a fé no Deus Todo Poderoso e Soberano. O princípio que o pai sustenta o filho. O princípio da dependência total do filho em relação ao pai. O princípio que o filho precisa expressar a sua vontade, sua necessidade de alimento, para o pai. O princípio da comunicação entre filho e pai, pai e filho. Poucos são, os que se dão conta, que o alimento diário, de todos os dias, não depende só dos braços dos homens, dos maquinários mecânicos em preparar a terra, plantar e colher. Se assim o fosse, os nordestinos, em alguns estados não estariam perdendo o seu gado, suas lavouras, passando necessidades, principalmente de água. Para termos o pão de cada dia, o alimento diário, dependemos de elementos da natureza, que Deus a criou perfeita, que o homem está destruindo, por causa da ganância, da avareza, do egoísmo e da falta de consciência. Dependemos da chuva, que em algumas regiões chove demais e destrói o alimento. Em outras não chove e não produz o alimento. Dependemos da luz do Sol, sem o qual não há produção de comida. Dependemos do oxigênio para se produzir o pão de cada dia.

O interessante é que, o homem com toda a sua ciência, com todo o seu conhecimento que pode até prever a chuva, o temporal, a tempestade, a falta dela; com todo o seu maquinário moderno para preparar a terra, plantar e colher; todavia, este mesmo homem, superdotado de conhecimento, não pode fazer chover; não pode criar o Sol; não pode fazer a luz do sol chegar a terra se o tempo está nublado; e não pode fabricar, produzir o oxigênio para atender todo o planeta terra. Só o Senhor é capaz de criar, de produzir todos os elementos para a terra produzir as condições para que o homem possa viver e sobreviver na terra; a chuva, o oxigênio e a luz para atender todo o planeta e fazer produzir o nosso alimento. O homem explica o que Deus criou, se é que explica, mas não cria o que o Senhor criou.

O Senhor Jesus Cristo está ensinando através do (V.11) "O pão nosso de cada dia nos dá hoje", o princípio da dependência total de todos os seres viventes na terra do Senhor no dia a dia. Não é o alimento de ontem que sobrou para hoje! Nem o alimento que sobra para amanhã, mas o de hoje. Isso nos leva a meditarmos sobre alguns relatos bíblicos:

1 - Sobre o Maná que o Senhor enviava a cada dia para sustentar o povo no deserto, (Êxodo 16:15,19-20) que diz: "E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Porque não sabiam o que era. Disse-lhes pois Moisés: Este é o pão que o SENHOR vos deu para comer [...] E disse-lhes Moisés: Ninguém deixe dele para amanhã. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés, antes alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e criou bichos, e cheirava mal; por isso indignou-se Moisés contra eles". O sustento do Senhor era dado dia a dia, exceto de sexta para sábado que podia colher de um dia para o outro.

2 - A multiplicação dos pães pelo o Senhor Jesus Cristo, o que lemos em (Mat. 15:36-38) "E, tomando os sete pães e os peixes, e dando graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, e os discípulos à multidão. E todos comeram e se saciaram; e levantaram, do que sobejou, sete cestos cheios de pedaços. Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens, além de mulheres e crianças". Quando o alimento é pouco, escasso, o Senhor se encarrega de multiplicar, fazendo com que o pouco se torne em muito. Sobraram 7 cestos cheios. Como Deus multiplicou o azeite e a faria da viúva de Serepta, "Porque assim diz o SENHOR Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará até ao dia em que o SENHOR dê chuva sobre a terra [...] Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou; conforme a palavra do SENHOR, que ele falara pelo ministério de Elias”, (I Reis 17:14 e 16).

3 - Por isso que o Senhor Jesus Cristo, em (Mat. 6:25,31, 34 e 33) diz: "Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas".

O V.11 é uma oração dentro do Pai Nosso. É o pedido de quem não tem para dar a quem tudo tem para oferecer. Isso, para mim, é viver na total dependência do Senhor. Ao orar, a pessoa tem que ter em mente que está se submetendo a total dependência do Senhor. Ao orar, o fiel precisa saber que está adorando o Senhor. Ninguém adora, verdadeiramente, em espírito e em verdade (João 4:23), recitando, decorando um texto bíblico, uma oração pré-fabricada ou um mantra. A adoração é muito objetiva, é real, é concreta, depende de sinceridade e seriedade para com o Senhor. Orar é dizer para Deus o que está pensando, sentindo em uma conversa franca com o Senhor. Faça o propósito em adorar o Senhor em espírito e em verdade. Em orar com sinceridade, abrindo sua vida para o Senhor e dizendo-O de suas alegrias, vitórias, tristezas e derrotas; e verás o resultado que será grandioso, muito além em relação a recitação de cor do Pai nosso. Faça isso enquanto ainda pode pensar de maneira racional.

O SÉTIMO PRINCÍPIO: A DIMENSÃO DO PERDÃO DE DEUS, 6:12 - "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim..."

Falarmos sobre o perdão, é falarmos sobre uma dimensão muito grande, não só pela profundidade de conteúdo, bem como os benefícios que nos traz, a dimensões do perdão do Senhor Deus.

EM PRIMEIRO LUGAR – A DIMENSÃO PSICOLÓGICA OU EMOCIONAL. Existem aqueles que tem facilidade de perdoar, de pedir perdão, que consequentemente vivem com a saúde melhor; têm vida mais longa; vivem mais felizes e em paz. Têm boas amizades; bons relacionamentos sociais. Ainda falando do Perdão na Dimensão Psicológica: Existem aqueles que perdoam, pedem perdão com facilidade aos outros, todavia, tem uma imensa dificuldade de perdoarem a si mesmos. Convivem com os sentimentos de culpa há anos, que não é culpa deles. Com raras exceções, são pessoas tímidas, de autoestima baixa, se consideram sem valor, sem prestígio e um zero à esquerda. Se isolam, contentam-se em viver uma vida pacata, modesta, com escassez desde do conhecimento, de estudo e materiais. Ou vivem o outro extremo! Pobres de “marré, marré”! No entanto, são metidos a sábios, a falarem difícil, querem se vestir bem sem poder para ostentarem, mostrarem que são importantes, uma situação que não são. Uma forma de se acharem superiores, quando na verdade, querem esconder ou negarem a realidade interior. Qual realidade interior? A que quando olham para dentro de si mesmas não se gostam, não se apreciam, não se amam e não se aceitam como são. Ainda Pensando no Perdão na Dimensão psicológica, encontramos aqueles que não perdoam, não pedem perdão nem mortos. Com certeza, são pessoas infelizes, mal sucedidas em seus relacionamentos, em várias áreas da vida, inclusive no casamento. Os que não perdoam nem mortos, com certeza, adoecem com mais facilidade da alma, bem como do físico. Morrem mais cedo também. Os que não perdoam nem mortos, são resmungões, ranzinzas, briguentos, vivem de mal com as pessoas, de mal com eles mesmos e de mal com a vida. Você é capaz de nos entender? Concordar conosco? Daí a importância do perdão como princípio do Pai Nosso, que as pessoas fazem questão de dizer que é uma oração universal, o que não discordo. Todavia, os princípios que o Pai Nosso nos ensina, são mais importantes do que simplesmente o repetir de maneira vazia, mecânica, sem sentimento e sem vida o Pai Nosso.

EM SEGUNDO LUGAR - A DIMENSÃO SOCIAL OU RELACIONAL. Perdoar, não é questão e artigo de luxo, de não querer! Perdoar é necessidade social e no relacionamento humano. A começar na família. Com certeza, as famílias com maiores dificuldades de relacionamento, chegando ao desmantelamento da mesma, tem como mola propulsora, a dificuldade de perdoar que, às vezes, se perpetua de geração a geração dentro da família. Já imaginou, já pensou em uma sociedade sem o senso de perdão? Como será o relacionamento social dessa sociedade? Onde ninguém releva a ninguém? Onde o senso de perdoar, de pedir perdão não existe? A disposição em reconhecer o erro? Com certeza essa sociedade virará uma praça de guerra. É, exatamente o que está acontecendo em nossa sociedade. Existe uma guerra, ainda que sutil, entre gangues, traficantes, classes sociais, religiões, grupos e classes sociais, audiência, poder e uma disputa de quem é melhor. Só não vê quem não quer ver. Perdoar, o pedir perdão implica em reconhecer os erros. Impõem limites, respeitar direito e a liberdade dos outros. Onde ou quando não há a consciência da necessidade de perdoar, de pedir perdão, não se respeita princípios, direitos dos outros, nem reconhece os limites próprios. A falta da consciência de que necessitamos perdoar e pedirmos perdão caracteriza uma forma de escravidão, de querer se impor ainda que seja por intimidação e violência para predominar. Querem atropelar tudo, todos por aí! Sejamos claros. Onde as gangues, os traficantes, os marginais predominam, não há o senso de perdão. De limites para as gangues. As pessoas vivem escravizadas, debaixo da ditadura da criminalidade. Nesta sociedade criminosa não há consciência de perdão. Se deve para o traficante, morre. Se errar para com o chefe do tráfico, morre. Se deve para a gangue sofre as retaliações, as perseguições e a violência. A sociedade está nesta situação porque não se pensa, não se fala, muito menos se forma consciência quanto a necessidade do perdão.

EM TERCEIRO LUGAR - A DIMENSÃO DO PERDÃO DO PONTO DE VISTA BÍBLICO E TEOLÓGICO, V.12 [...] “assim como nós perdoamos aos nossos devedores”, leia também os Vs.14-15.

O perdoar na língua original em que o Novo Testamento foi escrito, o verbo está no tempo imperativo. Portanto, é uma ordem! Traz o sentido, também, de uma ação contínua em que perdoamos hoje, amanhã e sempre. O que significa perdoar? Significa cancelar uma dívida, apagar a dívida assim como nós perdoamos, cancelamos a dívida daqueles que nos devem moralmente. Nós temos uma dívida para com o Senhor, por causa de nosso pecado original, o pecado por ação e por omissão. Dívida esta, que não temos condições de pagá-la, pois não se paga com dinheiro, mas com a própria vida. Foi preciso que Jesus Cristo viesse na forma de Deus-Homem, morrer em nosso lugar, para pagar o preço de nossos pecados, o que nós não podemos pagar. Todavia, o perdão de nossa dívida para com o Senhor está condicionado a perdoarmos os nossos devedores. Logo, quem muito perdoa, muito é perdoado. Quem pouco perdoa, pouco é perdoado. Quem não perdoa, nunca é perdoado. É isso que está no Pai Nosso, o que muita gente que o reza não sabe.

Os cristão têm o dever de perdoarem os outros em resposta, em gratidão ao perdão que o Senhor dispensa a nós. O que é reafirmado, o que é claro em (Mat. 18:32-33) quando o Senhor diz: "Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro como eu também tive misericórdia de ti?" "Os que conhecem a misericórdia de Deus devem agir segundo o princípio da misericórdia. Se não mostrarem misericórdia, mas insistir na justiça, não receberão misericórdia, mas justiça. Um coração que não perdoa é um coração não perdoado, e está sujeito ao tormento até que pague toda a dívida {...}. Um coração verdadeiramente perdoado é resultado do renascimento espiritual", (BÍBLIA ESTUDO DE GENEBRA, 1999, P. 1127). Mas uma vez a misericórdia aparece com o sentido que deve ser praticada de maneira continua. Quantas pessoas rezando o Pai Nosso, a oração universal, sem saber o principal, o princípio de perdoar para ser perdoado! Quantos rezando o Pai Nosso, dizendo para Deus perdoar as nossas dívidas, mas o coração está cheio de mágoas, de ódio, de rancores, de ressentimentos, sem o perdão de Deus porque não conseguem perdoar aqueles que lhes ofenderam e ainda pensam em vingança! O perdão de Deus a nós está condicionado na mesma proporção do nosso perdão ao próximo. Pense nisso!

Queremos terminar este tópico, afirmando que o perdoar, o pedir perdão mutuamente é uma necessidade Psicológica, Social, Relacional e espiritual quanto a salvação. Se é uma necessidade psicológica, social ou relacional; logo, deve ser discutida, conscientizada a começar pelas famílias, escolas, passando pelas igrejas e consultórios médicos. O perdão do Senhor é completo, para sempre, como o vemos em (I João 1:9) que diz: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça". Uma vez perdoado, o Senhor jamais lembra desses pecados, de acordo com (Miq. 7:19), "Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniquidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar". Como é maravilhoso sentir o coração em paz, fazendo confissão, pedindo perdão e perdoando os que pedem perdão! Vamos assumir esse propósito para as nossas vidas para que vivamos uma vida espiritual irradiante! Pense nisso!

O OITAVO PRINCÍPIO: O LIVRAMENTO DA TENTAÇÃO DO MAL, 6:13

Este versículo gostamos mais da versão (NTLH) que diz: “E não deixes que sejamos tentados, mas livra-nos do mal”. Como somos fracos e propensos a praticar o que é mal aos olhos de Jeová, o pedido é propício que o Senhor não deixes que sejamos tentados. Ninguém está livre da tentação. Uns mais outros menos. Todos sofrem a tentação em várias áreas da vida. A tentação que do ponto de vista do diabo é derrotar-nos. Do ponto de vista de Deus, deve fortalecer-nos, o que o Senhor Jesus Cristo deixou claro em (Luc. 22:32) quando disse: "Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, confirma teus irmãos". O que é confirmado, mais tarde, pelo o Apóstolo Paulo, em (I Cor. 10:12-13): "Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar". Ninguém está livre da tentação, todavia temos instrumentos para enfrentá-la, dados pelo o Senhor conforme (Mat. 26:41) "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca". O que o Apóstolo Paulo também recomenda em (I Tes. 5:17) "Orai sem cessar". A questão é: Como que alguém possa fazer um pedido ao Senhor de livramento da tentação, se ainda não deu o seu coração, se sua vida ainda não foi entregue, não pertence ao Senhor Jesus? O livramento das tentações está diretamente relacionado a aqueles que são do Senhor. Que podem clamar pelo nome do Senhor. É o que vemos em (Jeremias 29:12 e 33:3) “Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e eu vos ouvirei”. “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes”. Mateus 6:13 é uma oração dentro do Pai Nosso, pedindo livramento para a tentação. É o pedido do mais fraco para o mais forte. Do menor para o maior. Do sem poder, para o Todo Poderoso. Tem que ser assim mesmo! A Bíblia de Estudos de Genebra, 1999, p. 1108, em nota de rodapé deste versículo que diz: “Os perdoados oram esta petição porque confiam em Deus e não confiam em si mesmos. O Pai pode submeter-nos à provas (4:1; Dt.8:21), mas não permitirás que sejamos tentados além da nossa capacidade (I Cor. 10:13).

Como se livrar da tentação, quem vive à margem da tentação? Ao alcance da tentação? Dando chance a tentação? Se vestindo de maneira provocativa? Frequentando lugares que provocam a excitação? Satisfazendo os desejos da natureza pecaminosa, como o Apóstolo Paulo cita em (Gal. 5:19-21). Como se livrar da tentação se só pensa em coisas pornográficas? De nada adianta rezar o Pai nosso, pedindo livramento, se não evitar as tentações ou os lugares onde poderá ser tentado(a)! Mal no texto do Pai nosso é literalmente maligno e se refere ao diabo. O Senhor poderá até permitir o sermos tentados pelo mal, para provar-nos como o fez com Israel, o que lemos em (Deut. 8:2) "E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não". É preciso entender que o Senhor permite que sejamos provados e tentados, jamais com a intenção que fraquejemos; pelo contrário, para provar a nossa fidelidade para com Ele.

Aprendemos outro princípio dentro do (V.13), o princípio que o reino, o qual estamos dentro dele, não é dos homens, mas do Senhor. Só faz parte dele quem satisfaz as exigências do Senhor. Quem está dentro do reino do Senhor, exerce certo poder. Poder este que Jesus Cristo deixou bem claro para Pilatos em (João 19:10-11), "Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar? Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem". Entendemos que todo o poder na terra, seja qual for, emana e vem de Deus. Jesus Cristo é a Verdadeira Autoridade! Tem o Verdadeiro Poder! O verdadeiro Reino, o Reino Eterno, como Ele mesmo disse em (Mat. 28:18) "E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra". O reino babilônico, de Nabucodonosor, foi grande; todavia findou! O reino Medo-Persa, do rei Ciro, foi maior, durou séculos; entretanto, acabou! O reino Grego, de Alexandre, o Grande, foi maior geograficamente; no entanto, durou apenas alguns anos, se desfez! O Império Romano, dos Césares, foi o maior de todos geográfico e por séculos; mas findou e afundou! O Império francês, de Napoleão, foi muito grande, entretanto, se desfez, durou pouco! Todos viraram pó! Só resta a história deles! No entanto, o Reino do Senhor Jesus Cristo já tem milênios, está aí, firme e continuará para sempre. Chegará o momento que o Senhor Jesus reinará absolutamente sobre todos os governos da terra, nos mil anos de Apocalipse. O Reino do Senhor Jesus Cristo é Eterno. Todos os salvos pelo o Senhor Jesus Cristo reinarão com Ele como nos diz em (II Tim. 2:12) "Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará”. O que (Apoc. 5:10) concorda: “E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”. Bem como (Apoc. 20:6) “Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos”. E (Apoc. 22:5) "E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre”.

NONO PRINCÍPIO: O RECONHECIMENTO E A SUBMISSÃO AO PODER SOBERANO DE DEUS, (V.13).

A palavra grega para descrever o Poder de Jeová é (δύνᾰμαι – dynamai) e derivadas, trazem a ideia de poder intrínseco, absoluto, potência e soberano. Poder físico, espiritual ou natural. Isto é, o poder inerente da pessoa de Deus. Ele é o detentor de todo o poder. É o poder majestoso e onipotente manifestado através de milagres e poder transcendental. O pode sem igual que é capaz a tudo. Falar de Deus é falar de poder sobrenatural; e falar de poder sobrenatural e falar de Deus. São inseparáveis. O texto de (Mat. 28:18) fala do poder de Jesus Cristo igual ao poder de Deus-Pai. Vejamos o que o Senhor Jesus Cristo respondeu a Pilatos quando disse a Jesus que tinha o poder de soltá-lo ou de condená-lo a morte, em (João 19:1) "Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem”. Esta palavra grega se refere somente ao poder de Deus, já que para falar do poder dos homens é usada outra palavra que será motivo de citação mas a frente. Portanto, ao orarmos ao Senhor Deus precisamos crer e ter em mente que Ele tem o poder para nos responder o que estamos pedindo. Se não atender é porque não é de sua vontade soberana para nós.

O grego bíblico quando se refere ao poder humano usa a palavra (ἔξουσία – exousia) e suas derivadas, que falam do poder menor infinitamente do que o poder de Deus. Por outro lado, o crente vive no poder de Deus e de Cristo, (II Cor. 6:7; 13:3-4), protegido de todos os poderes cósmicos.

Há uma palavra em hebraico que não se acha no Antigo Testamento, que é (רָסוּט – rãsut) que era usada nas escolas dos rabinos para descrever um governo mundial, de maneira especial o império romano sendo daqui de baixo e distingue do governo celestial, o lá de cima, governo este que não deriva da divindade. Diz Colin Brown, O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, (1983), p. 580, “os rabinos estavam lutando contra a doutrina dos dois poderes aos quais os pensadores e exegetas dualísticos e gnósticos atribuíam a criação do mundo [...] Tais pontos de vista foram condenados como heresias, pois constituíam perigo contra o monoteísmo judaico”. Já na comunidade de Qumran, no início do Cristianismo, a palavra rãsut não é encontrada nos escritos da comunidade, mas está presente a ideia do poder dominante do diabo e do poder das trevas, que no final estes dois poderes serão destruídos pelo poder do Arcanjo Miguel. Apesar de o poder de satanás ser muito grande e comandar uma legião de anjos maus e decaídos, o texto bíblico de (Jó 1:12 e 2:6) afirma que esse poder é limitado pelo poder de Deus. (RUSSELL, 2008, P.311).

Para concluir este tópico cabe a nós escolhermos qual poder queremos dominando sobre nós, o poder do Deus todo poderoso, (I Cron.29:11-12), ou o poder do diabo e das travas. A escolha é nossa. Escolhe o poder do Deus todo poderoso.

DÉCIMO PRINCÍPIO: A ORAÇÃO É PARA A GLÓRIA DO SENHOR, V.13.

Há vários textos bíblicos que falam da glória do Senhor Deus, mas citaremos apenas dois textos que são (Êxodo 40:34-35 e Levítico 9:23-24). A palavra hebraica para descrever a glória de Jeová é (כָּבוֹד – kâbôd). Significa a manifestação luminosa e gloriosa manifestação de Deus. Glória esta que se manifestava em forma de nuvem, coluna de fogo, fumaça e uma nevoa branca e espeça, com o fim de revelar aos homens o Deus Todo-Poderoso para convencer os incrédulos. Há uma outra palavra hebraica que é (שְכִנַח - Shekinah), mas não se encontra na Bíblia, todavia usada pelos rabinos que seu significado principal é Deus habitando em meio a seu povo, mas também traz a ideia de a glória de Deus manifestada aos homens. Maiores detalhes veja link , A “Shekiná” de Deus está aqui. “Shekiná”? A Shekinah é representada pela nuvem, como lemos em (Êxodo 40:34-35): “Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do SENHOR encheu o tabernáculo; De maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo”. A palavra em grego para glória que é empregada somente para o Senhor Deus é (δόξα – dóxa), esplendor e enaltecer a grandiosidade do Soberano Deus, jamais é empregada para os homens que para os quais se usa a palavra time. A palavra dóxa ainda traz a ideia de honrar o que podemos redundar em honrar quem já é honrado e que não depende das honras dos homens para se sentir honrado. Glória esta que o crente verdadeiro participa dela, (João 8:17, 18 e 21; I Cor. 2:7; II Cor. 4:17) e tantos outros textos. Diz Colin, (1978), p. 312 que “A glória se revela no céu, mas seu alvo é a transfiguração do mundo criado e da humanidade. Este acontecimento se realiza na criação transformada. É significante que a glória escatológica aparece numa revelação do céu (Mt 24:39; Fp 3: 20 e segs.; Cl 3:4; Ap 21:10-11)”. Tem o sentido também de adoração e cultuar, no Novo Testamento, como em (Rom. 1:21). Portanto, a oração para ser oração verdadeira ela tem que glorificar, honrar, dignificar o Deus majestoso e esplendoroso.

Queremos terminar a nossa reflexão resumindo o que foi dito: Tornemo-nos primeiro filhos de Deus para depois chamarmos Deus de pai, com o desejo sincero de irmos para o céu para depois nos referimos ao Deus que está nos céus, bem como, a disposição de buscarmos a santificação no Senhor Jeová para qualificarmos a entrar em sua presença; e buscando o Reino do Senhor em primeiro lugar para as nossas vidas, como sendo a vontade soberana de Iavé para o nosso viver, em que não deixa faltar o pão nosso de cada dia, nos perdoando na proporção em que temos a disposição em perdoarmos os que nos ofendem e nos livrando das tentações do inimigo de nossas vidas que quer a nossa derrota. Ninguém está livre da tentação. A tentação não é para o nosso fracasso, mas para provar a nossa fidelidade para com o Senhor. O Senhor mesmo manda que oremos e que vigiemos para não cedermos a tentação. Resta saber o seguinte: Estamos nós orando e vigiando como nos mandou o Senhor? Estamos orando sem cessar? Queremos convidar você a fazer este propósito, agora, enquanto ainda há tempo, enquanto estamos com vida, pois uma vez mortos, sela-se o destino eterno. Vamos fazer, agora, este propósito para as nossas vidas? Reconhecendo o poder soberano do Senhor, sobre a nossa vontade, e glorificarmos a Ele com o nosso viver, atitudes, louvor e adoração, ao Único que é digno, O Senhor Jesus, o Senhor da Glória.

"Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos." (Atos 1 : 14)

Bibliografia:

1 - BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.

2 - BROWN, Colin. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Trad. de Gordon Chown. 1ª Ed. Vol. II, São Paulo, ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1982, 560 p.

3 - BROWN, Colin. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Trad. de Gordon Chown. 1ª Ed. Vol. III, São Paulo, ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1982, 812 p.

4 - CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. III. Ed. Hagnos, 9ª Edição, 2008, São Paulo, 935 P.

5 - HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 p.

6 - JUNIOR, Luder Whitlock. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, 1728 p.

7 - MOULTON, Harold K. Léxico Grego Analítico. Trad. Everton Aleva de Oliveira e Davi Miguel Manço. Ed. Cultura Cristã, 2007, São Paulo, 460 p.

8 - OLIVEIRA, Marcelo Ribeiro de. Bíblia Sagrada Versão Digital 6.7 Freewere. 2014. Disponível em: < http://www.baixaki.com.br/download/a-biblia-sagrada-versao-digital.htm>. Acesso em: 15 dez. 2014.

9 - RIENECKER, Fritz e Cleon Rogers. Cheve Linguistica do Novo Testamento Grego. Trad. De Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. 1985, Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 639 p.

10 - SCHOLZ, Vilson e Roberto G. Bratcher. Novo Testamento Interlinear Grego – Português. 1ª Edição. Barueri, SBB, 2008, 979 p.

11 - SHEDD, Russell Philip. Bíblia Vida Nova. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Editora: S. R. Edições Vida Nova, 2ª Ed. São Paulo, 1978, A T 929 p.

12 - TAYLOR, William Carey. Introdução ao Estudo do Novo Testamento Grego: Dicionário. 6ª Edição. Rio de Janeiro, JUERP, 1980, 247 p.

04/07/2017

OS NOMES VERDADEIROS DE DEUS


OS NOMES VERDADEIROS DE DEUS
Pastor Flávio da Cunha Guimarães

Um post para aqueles que querem subsídios apologéticos para o enfrentamentos quanto as seitas que reivindicam a exclusividade quanto a um só nome de Deus, que é Jeová, e é este o único nome verdadeiro.

INTRODUÇÃO:

O objetivo deste post, em primeiro lugar: É desmistificar a questão do nome de Deus e responder as perguntas a seguir. Afinal, Deus tem um só nome? Tem mais do que um nome? Qual é ou quais são os nomes verdadeiros de Deus? Só pode ser chamado ou tratado por um único nome? Se tem um só nome, qual é? Acarreta em erro, em pecado ou em heresia chamar Deus de Deus? As seitas estão certas ao afirmarem que Deus só tem um nome verdadeiro? O que a Bíblia diz sobre o nome de Deus? As religiões que não invocam Deus como Jeová, estão incorrendo em erro grave, em heresia e professando a fé falsa? Quem não invoca pelo o nome de Jeová, mas sim Deus, está invocando um Deus falso?

O objetivo em segundo lugar: É fazer apologia dos verdadeiros nomes de Deus, revelados nas Escrituras, em face as seitas que insistem em afirmar que Deus só pode ser chamado de Jeová, porque creem que esse é o único nome verdadeiro de Deus. Grupos esses, que têm travado um debate acirrado, tanto na internet como pessoalmente, alegando que o nome de Deus a ser pronunciado tem que ser o tetragrama, YHWH – Jeová, que os demais nomes e títulos de DEUS, derivaram-se deste nome e são falsos, o que é questionável, senão veremos:

1 - OS NOMES DE DEUS SÃO:

1.1 – O nome de Deus na língua hebraica mais antigo é: אֵל El, que significa o Deus forte e Poderoso. O Deus verdadeiro de Israel. Percebe-se que Israel tem “EL” no final, que traz o significa do nome: O que luta com Deus. É o nome de Deus mais antigo que se tem conhecimento. É também o nome pessoal de Deus. Diz Harris, (2008), p. 69 (1), que “hã`el haggãdôl” “o grande El”, o Deus superior a todos os deuses, “(Jr. 32.18; Sl. 77.13 e 95.3); [...] ‘El que faz maravilhas (Sl. 77.14); `el `elim, ‘Deus dos deuses’ (Dn. 11.36); `el `elohê lekol-bãsar, ‘El, o Deus dos espíritos de toda carne’ (Nm 16.22; 27.16)”. El acompanhado de uma outra palavra falará dos atributos de Deus, como Salvador de Israel; Fiel; Santo; Verdadeiro; Todo-Poderoso; Eterno; Onisciente; Onipotente; de Glória; Justo e Zeloso, (HARRIS, 2008, P. 69-70) (2). EL Também é um dos nomes mais usado nas Escrituras Sagradas. El, nas Sagradas Escrituras, tem a intenção de distinguir o verdadeiro Deus dos falsos que tem o mesmo nome que consta em outras culturas. EL é o nome tão completa e tão característico para Jeová como o é ELOHIM e YHWH. Deus se revelou na criação de todas as coisas como אֱלֺהים Elohim, o Deus Criador, (Isaías 45:12; (Apocalipse 4:11). Se revelou como o Deus יֵשׁוּﬠַ Yeshua, o Deus Salvador, na pessoas de seu Filho, Jesus (Mateus 1:21; I Timóteo 1:15). Jesus é divino, santo, poderoso, da mesma essência e com os mesmos atributos como o é Jeová. E se revelou como o Deus רוּהַ rûah, o Deus Espírito, o Consolador, (João 14:16,26; 15:26 e João 16:7), a Trindade de Jeová o que não querem reconhecer, o que discutiremos abaixo.

1.2 – O primeiro nome de DEUS que aparece na Bíblia, em (Gênesis 1:1), é אֱלֺהים `elohim, o nome de Deus no plural, que manifesta a Trindade e a totalidade da Divindade. Este nome de DEUS é citado na Bíblia 2.570 vezes. Foi através deste nome que o povo de Deus, Israel, O conheceu. O nome quer dizer que Deus é o criador de todas as coisas e manifesta a Trindade divina. É assim que as Escrituras se referem a Deus, (HARRIS, 2008, P. 68-73 (3). Nos três primeiros capítulos de Gênesis aparecem os três nomes principais e mais importantes de Deus. Em Gênesis 1:1 aparece Elohim. Em Gênesis 3:8. Diz Fonseca, Bíblia Apologética de Estudos, (2005), p. 2 (4), que os “Testemunhas de Jeová [...] Negam a doutrina bíblica da Trindade, procurando enfraquecer o conceito de pluralidade presente na forma Elohim – plural de Eloah (Deus, na língua hebraica). [...] RESPOSTA APOLOGÉTICA: Deus é apresentado pela primeira vez na Bíblia com o nome hebraico Elohim. Em Gênesis 1.1, o verbo está no singular (criou) e o sujeito no plural (Deus). Elohim é a forma de Eloah, mas o significado é o mesmo: Deus. Quando analisamos o contexto bíblico (1.26; 2.22; 11.7), podemos compreender a unidade composta de Deus na Trindade, ou seja, um único Deus eternamente subsistente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Embora o nome Elohim, por si só, não prova a unidade composta, o contexto, porém, apoia a unidade de Deus: ‘façamos... nossa’ (1.26,27); ‘eis que o homem é como um de nós’ (3.22); ‘desçamos e confundamos’ (11.7. v. tb. 1.26,27)”.

Em Êxodo 3:14 encontra-se a resposta de Deus a pergunta de Moisés: “Qual é o seu nome?” E Deus responde: “EU SOU O QUE SOU”. Ele não respondeu ser Jeová, o que os Testemunhas de Jeová querem que Ele seja chamado. Fonseca, Bíblia Apologética de Estudos, (2005), p. 65 (5), diz que: A “Tradução do Novo Mundo traz: ‘Mostrarei Ser’. E, em João 8:58: ‘eu tenho sido’. Seu objetivo, com isso, evidentemente, é inferiorizar Jesus, negando ao Filho de Deus a divindade que lhe é devida. Dessa forma, tal tradução evita a associação natural entre o EU SOU, da referência em estudo, e o EU SOU, do evangelho de João. RESPOSTA APOLOGÉTICA: O texto da Tradução do Novo Mundo não corresponde ao original bíblico, mas atende unicamente ao propósito da Sociedade Torre de Vigia: negar a divindade de Jesus Cristo. Nas palavras de Jesus, em João 8:58, o Senhor repete, a respeito de si mesmo, o nome de Deus revelado a Moisés, conforme a referência em estudo. Os judeus que ouviram Jesus pronunciar essas palavras entenderam a identificação e, por isso, pegaram em pedras para atirar nele. Queriam condená-lo por blasfêmia por ter pronunciado o nome de Deus (coisa que eles, em hipótese alguma, faziam). Mas Jesus preferiu o santo nome de Deus em referência a si mesmo: ‘Antes que Abraão existisse, EU SOU’. Como se não bastasse, a edição anotada da Tradução do Novo Mundo (com referências de 1986, p.84) afirma que a locução grega Ego eimi ho on significa: ‘Eu sou o Ser’ ou ‘Eu sou o Existente’. Mas em João 1.18 a mesma expressão (ho on) é empregada para definir a relação que há entre o Deus Pai e o Deus unigênito, Jesus Cristo. Tal tradução, elaborada pela Sociedade Torre de Vigia, deve ser rejeitada, porque adultera o texto bíblico com o único objetivo de dissociar Jesus da unidade divina e classificá-lo como mero representante de Jeová Deus”, EL.

Em Êx. 3:15 Deus diz a Moisés: “Este é meu nome eternamente”. Esta afirmativa de Deus a Moisés levou os Testemunhas de Jeová a usarem, afirma Fonseca, Bíblia Apologética de Estudos, (2005), p. 65-66 o seguinte: “este versículo para argumentar(em) que são as únicas pessoas que adoram o verdadeiro Deus, uma vez que somente elas chamam Deus de Jeová. Para essa seita, quem chama Deus de Deus ou Senhor pode estar chamando ou orando a um deus falso. Se alguém deseja falar com o Deus verdadeiro, segundo afirmam, deve chamá-lo pelo nome de Jeová. RESPOSTA APOLOGÉTICA: Esse entendimento só surgiu em 1931, quando os adeptos dessa seita adotaram o nome organizacional de Testemunhas de Jeová, indicando, como base bíblica para isso, Isaías 43.10. Antes, afirmavam: ‘O nome Deus quer dizer o Altíssimo, o Criador de todas as coisas. O nome Jeová significa os propósitos do Eterno para com suas criaturas. O nome deus Todo-Poderoso quer dizer que o seu poder é ilimitado. O nome altíssimo dá a entender que Ele é o Supremo e que além dele não existe nenhum outro. E o nome Pai quer dizer que Ele é o doador da vida’. O senhor Jesus nunca iniciou suas orações dizendo: ‘Deus Jeová’ ou ‘Jeová Deus’, mas: ‘Pai’ (Mt 11.25; 26.39-42; Lc 10.21; 22.42; 23.34-46; Jo 11.41; 12.27,28; 17.1-26)” (6).

Em Gênesis 1.2 onde lemos [...] “E o Espírito de Deus [...]”, diante deste texto os Testemunhas de Jeová usam em sua versão bíblica, afirma Fonseca, Bíblia Apologética de Estudos, (2005), p. 2, que “A Tradução do Novo Mundo (versão da Bíblia das Testemunhas de Jeová), para negar a personalidade do Espírito Santo, traz ‘força ativa de Deus’, em lugar de ‘Espírito Santo’. Em todas as passagens da TNM (Tradução Novo Mundo, entre parênteses, grifo meu), o nome Espírito Santo de Deus é grafado com iniciais maiúsculas (Cf. Mt. 4:1-3). RESPOSTA APOLOGÉRTICA: a palavra hebraica para espírito (ruach) aparece 377 vezes no Antigo Testamento. Em 100 ocorrências é traduzida como Espírito de Deus e, nas demais, espírito do homem, vento, respiração e sopro. Assim, pelo fato de a palavra ruach ter vários significados, a Sociedade Torre de Vigia (organização que publica a Tradução do Novo Mundo) se apropria da palavra, atribuindo-lhe o significado mais conveniente à sua convicção doutrinária. A Bíblia, contudo, traz evidente e diversas referências aos atributos do Espírito Santo (Jo 15;26; At 5.3,4; 13.2; 16.6,7; Rm 8.26,27; 1Co 6.19)”, (7).

A afirmação de Fonseca, Bíblia Apologética de Estudos, encontra apoio em Marcelo Berti, em seu Blog “Teologando”, “Como assim [outras] coisas?” Seria bom que o leitor consultasse tal post. Em que escreve sobre as Traduções do Novo Mundo, das Testemunha de Jeová, em que eles alteram a tradução para dar suporte ao que querem afirmar doutrinariamente sobre Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo. O que um ex-testemunha de Jeová, Fernando Galli faz o seguinte comentário dizendo: “Muito bom, Pr. Marcelo! É simples: O corpo governante das TJs adapta sua TNM (Tradução Novo Mundo, grifo nosso) às suas crenças. Quando fui TJ, conheci “peritos” em grego das TJs, em Cesário Lange. Eram dois: Eric Katner e Fred Willians. Ambos me disseram: Acrescentamos “outras” por ser uma tradução interpretativa, uma paráfrase, que não se choca com a verdade da criação do próprio Jesus” (mais ou menos isso)” (8).

Em Gênesis 1:26-27, lemos: “Façamos o homem à nossa imagem”. Diante desta afirmação, os testemunhas de Jeová, segundo Fonseca, Bíblia Apologética de Estudos, (2005), p. 3: “Declaram que o verbo ‘façamos’ (1ª pessoa do plural, ‘nós’) e o respectivo pronome possessivo ‘nossa’ (também 1ª pessoa do plural) deveriam ser interpretados como sendo o Criador falando ao mestre-de-obras, Jesus. Declaram, ainda, que a pluralidade se refere à majestade. O propósito desta interpretação é negar a doutrina bíblica da Trindade. RESPOSTA APOLOGÉTICA: A doutrina cristã da Trindade é biblicamente explicada pelos seguintes fundamentos: a.) Há um só Deus (Dt. 6.4; Is. 43.10; 45.5,6) b.) Esse único Deus é uma pluralidade de pessoas (1.26; 3.22. Comparar Is. 61-8 com Jo 12.37-41 e At 28.25); c.) Há três pessoas chamadas de Deus e eternas por natureza: o Pai (2Pe1.17), o Filho (Jo 1.1; 20.28; 1Jo 5.20) e o Espírito Santo (At 5.3,4). As Escrituras atribuem a Jesus a criação de todas as coisas: ‘Sem ele nada do que foi feito se fez’ (Jo 1.3)”, bem como Jo. 1:10 e Col. 1:17 que dizem: “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu”. “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (9).

1.3 – O tetragrama YHWH - Jeová, sem dúvida é uma palavra hebraica importante quanto ao nome pessoal de Deus, uma das primeiras também, citada biblicamente em um total de 5.321 vezes nas Escrituras; mas isso não garante os grupos afirmarem que é o único nome de Deus na Bíblia e que Deus só pode ser chamado de YAVÉ. Harris, 2008, p. 345-347, depois de discutir vários aspectos da palavra YHWH como derivação, grafia, sufixos, sonorização, significados, nomes de pessoas na Bíblia que correspondem ao nome Iavé, o respeito e reverência que os judeus devotavam em pronunciar o nome de YHWH, bem como o acréscimo das vogais posteriores ao tetragrama YHWH, ele concluiu a dissertação, dizendo que: “O nome de Deus identifica sua natureza, de modo que um pedido para conhecer seu ‘nome’ equivale a uma pergunta sobre seu caráter (Êx 3.13; Os 12.5(6). [...] O nome exato, Iavé, (YHWH) surge quando outros falam dele na terceira pessoa, yahweh, ‘ele é’. O nome “Iavé”, nada mais é do que indicar a natureza de Deus que faz parte do pacto ou do testamento do Senhor para com o seu povo, Êx. 6:2-4; Deut. 7:9 e Is. 26:4, como El e Elohim. Harris, (2008), p. 348 afirma que: “Em Êx 6.3 o Senhor explica a Moisés que não se dera a ‘conhecer’ aos patriarcas pelo seu nome Iavé, querendo dar a ‘conhecer’ (ver yãda´) o sentido mais amplo e profundo da palavra: o nome estava em uso (Gn 12.8; 15.2,7,8) mas não era entendido com o significado redentor que adquirira no tempo de Moisés” (10). Portanto, o nome de Deus através do tetragrama YHWH, revela nada mais do que a proximidade do Senhor, seu cuidado para com os homens e a revelação de sua aliança redentora para com os pecadores. Não existe nome mais importante ou poderoso de Deus para ser usado com exclusividade. Diz Harris, (2008), p. 348 que: “Em Gênesis 1.1 – 2.3, o termo geral `elohîm (q.u), ‘Deus’, ‘divindade’, é apropriado para o Deus transcendente da criação” (11). Logo, entendemos que, no decorrer do Antigo Testamento, os nomes de Deus como Iavé, Elohim e El, são usados de maneira revezados e alternados, por exemplo: Os Salmos de 1 a 41 usa-se Iavé; já os Salmos de 42 a 72 usa-se Elohim, como El em outras partes como vimos acima. Portanto, a revelação dada por El, a Moisés, usava os nomes para Deus “El”, “Elohim” e “Jeová”. E El fora usado desde tempos mais antigos, como o Salmo 19 diz que os Céus proclamam a glória de Deus.

Concluímos estes três pontos, dizendo que, se os demais nomes de Deus derivam do tetragrama YHWH, como querem afirmar e que os nomes derivados são falsos, logo YHWH é falso também, pois que, como pode ser falso o que procede de fonte verdadeira? Não cremos que os demais nomes de Deus derivam do tetragrama, mas são nomes independentes. E ainda que os demais nomes de Deus se derivassem do tetragrama YHWH, sendo este verdadeiro, lógico que os demais são verdadeiros. Portanto, refutemos tal afirmação que os nomes de Deus e títulos derivam do nome Jeová.

2 – O nome de Deus que Abrão, Isaque e Jacó usaram é אֵל שָדַדיEL-SHADDAY, que significa Deus Todo-Poderoso. O nome verdadeiro de Deus em que Ele revela a si Mesmo aparece em Êx. 3:15 que é `ehyeh, que é: EU SOU AQUELE QUE É. A revelação do nome de Deus, não é apenas uma verdade teológica, mas é um apelo a resposta de fé da parte de Moisés, do povo de Israel e, consequentemente nossa também. Jeová não está tão interessado que O chamemos pelo nome verdadeiro, mas que creiamos em seu Filho, Cristo Jesus que Ele nos enviou como o Único salvador dos homens, que o obedecemos de coração e tenhamos comunhão com Ele através do Único mediador entre Jeová e os homens. O tetragrama, YHWH, significa Senhor. Sem dúvida, um dos nomes ou títulos dado a Deus e é respeitado, tanto que os israelitas resistiram pronunciar esse nome posteriormente, com medo de tomarem o nome de Deus em vão, Êx. 20:7. Mas isso não garante por si só a exclusividade de chamarmos Deus só pelo nome de Jeová. Diz Cole, (1981), p. 68 (12), que podemos pronunciar o nome de Deus como quisermos, Senhor, Jeová, Javé, Yavé, El, Elohim ou Deus. Não estamos errados e não há nenhuma heresia em tal prática. Moisés a partir do momento que Javé lhe apareceu no Monte Horebe, passou usar o novo nome de Deus que a ele foi revelado, Êx. 4:24, que em hebraico é: `ehyeh `aser `ehyeh, - EU SOU O QUE SOU, que tem ligação com YHWH, “Eu Sou Aquele que é”, “Eu Sou Incomparável”. O nome de Deus revelado a Moisés, no Monte Horebe, que não tem uma tradução exata, que significa ‘“Serei entendido apenas através de Meus atos de salvação e minha revelação subsequentes’? Este sentido parece se ajustar ao padrão bíblico, pois em toda a história israelita subsequente Deus viria a ser conhecido como Aquele que tirou a Israel do Egito (20:21)”, (COLE, 1981, P. 67) (13). Logo, sé é o novo nome de Iavé, lógico que havia um nome para o Senhor anterior. E qual era? Era El e Elohim. Em Êx. 5:3, Moisés se refere ao nome de Jeová como sendo El-Shadday, o Todo-Pederoso, o Todo-Suficiente, o nome antigo que era usado na Mesopotâmia, enquanto YHWH não o era conhecido pelos patriarcas, nem usado por eles. O nome YHWH foi usado a partir de Moisés. Portanto, esse nome poderia até existir, mas não era comum para o povo escolhido de Deus. Como foi Moisés quem recebeu a revelação de Jeová para escrever, foi ele quem escreveu os livros de Gênesis a Deuteronômio, logo, ele usou o nome para Deus que ele quis, YHWH. Como o “Y”, no hebraico, tem som e funciona como “J”, logo, YHWH pode ser lido ou pronunciado como Javé também.

3 – Tudo o que temos de revelação e os nomes de El, Elohim e Javé, foram revelados ao povo do Senhor, os israelitas e seus ascendentes. O povo israelita, porém, não tivera receio e dificuldades de chamar Deus de Jeová raphah, Jeová jireh, Jeová nissi, Jeová shamá, Senhor dos Exércitos, Todo-Poderoso, Jeová, Elohim, El e El-Shadday. Agora vem as seitas dizendo que só podemos chamar Deus de Jeová, milênios depois afirmando que os nomes de Deus e títulos derivaram da palavra Jeová. Entendemos que chamarmos alguém pelo o seu nome é uma forma de respeito, sim; mas entendemos também que é preciso levar a pessoa que possui o nome muito mais a sério do que o seu nome. De igual modo, chamarmos Deus pelo seu nome, que pode ser Jeová, El ou Elohim é uma forma de respeito também; todavia, entendemos que precisamos levar a pessoa de Deus e sua vontade muito, mais muito mais à sério do que o seu nome. Se isso não for mais importante, o que será então? Revelação por revelação, se o Senhor revelou a Moisés o seu nome YHWH, o mesmo YHWH revelou o seu nome EL no início a Adão, a Sete, a Enos, a Enoque, a Lameque, a Noé e a Abrão até chagar a Moisés. Portanto, passando de geração a geração o seu nome EL. Apegar-se a detalhes minuciosos, da lei de Deus escrita, é coisa de fariseus, que eram tão minuciosos que esqueceram do espírito e a essência da mesma, à ponto de criarem mais de 600 mandamentos para cumprirem a Lei do Senhor. Os discípulos foram advertidos por Jesus contra os fariseus e seu fermento, "E Jesus disse-lhes: Adverti, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus", (Mateus 16:6). E em (Mateus 16:12), Jesus diz: "Então compreenderam que não dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos fariseus". Para uma melhor visão de como Jesus via os fariseus, leia Mateus 23. Os fariseus estavam muito, mais muito longe do que Jeová queria deles. A Igreja Católica quando se preocupou mais com os detalhes do que viver o espírito e a essência dos ensinamentos bíblicos, discutindo quantos anjos pousariam na cabeça de um alfinete, ela continuou descambando para as grandes heresias, para a prática de uma violência brutal, a cassa dos que ela considerava hereges e bruxos, produzindo uma teologia barata, uma vida cristã vazia e se tornando uma ameaça perigosa para a sociedade da Idade Média. Não será o caso das seitas hoje que se prendem a detalhes e esquecem a essência do Evangelho de Cristo? Qual é mais importante: O nome de Deus ou o Deus do nome, não importando qual nome? Qual é mais importante: Ensinar sobre o nome de Deus, ou sobre a salvação que Jesus Cristo nos trouxe? Você escolhe qual é mais importante! Algumas seitas, escolheram o nome como mais importante, em detrimento a Pessoa de Deus. Contra os fariseus do Antigo Testamento, que Iavé diz em (Os. 6:6) “Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”. Conhecimento aqui tem a conotação de relacionamento íntimo, não conhecimento teórico e histérico. Jesus Cristo asseverou em (Mat. 9:13), “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento”. E em (Mat. 13:7) “Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes”. A seita citada acima, condena todos os que não chamam Deus de Jeová como não salvos e que estão servindo um Deus falso. Não usam de misericórdia para com os seus fiéis que começam discordar dos ensinamentos da seita, trucidando-os ao desprezo e isolamento como forma de punição.

Concluímos, pois que, o que Harris, (2008), p. 348 e Cole, (1981), p. 68, já citados acima, deixam claro, é que os nomes ou títulos como EL, YHWH OU ELOHIM tem a mesma importância e peso quanto ao nome de Deus. Chamar Deus de Deus, de Jeová, de Javé, de El, de El-Shadday e etc, não traz nenhuma implicação para a fé, para a doutrina, para a teologia e para a salvação. As seitas dão essa preferência pelo tetragrama YHWH - Jeová, por uma escolha pessoal e gosto próprio, para forçar uma base para o que elas afirmam e para vindicarem uma suposta diferença superior as religiões. Mas tal escolha ou exclusividade de nome não resiste uma análise crítica do conteúdo bíblico, textual, gramatical e teológica como vimos acima. Os testemunhas de Jeová, causam toda essa confusão, porque não aceitam as verdades bíblicas. Eles distorcem a tradução e a interpretação bíblica, isolando textos do contexto para darem sentidos espúrios as Escrituras, como vimos acima, para negarem quatro verdades bíblicas e teológicas que nem sempre as pessoas percebem. Primeira: Negam que Jesus Cristo é Jeová, o Próprio Deus encarnado; e que não é salvador Único de todos os homens. Segunda: Negam que o Espírito Santo é o Próprio Deus e que é uma pessoa. Eles afirmam que o Espírito Santo é apenas uma força agindo no universo. Terceira: Que não existe Inferno, porque ninguém será condenado no juízo final. Todos serão absolvidos. E Quarta verdade negada por elas: Que não haverá Céu em uma dimensão além. Afirmam que o Céu é aqui mesmo. Que a terra passará por uma purificação pelo fogo e todos viverão aqui eternamente, em plena paz entre os homens e os homens com os animais. São causadores dessa confusão quanto ao nome de Deus e distorções na tradução da Bíblia Novo Mundo, da Sociedade Torre de Vigia. Daí que é difícil aceitar que são realmente Testemunhas de Jeová, visto que o Deus-Jeová não é Deus de confusão, “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos”, I Coríntios 14:33! Fica ai a nossa contribuição para a sua apreciação.

CITAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS


1 – HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 p. p. 69.

2 – Idem, p. 69-70.

3 – Idem, p. 68-73.

4 – FONSECA, Antônio e Jamierson Oliveira. Bíblia Apologética de Estudos. 2ª Ed. Jundiaí/SP, Editora Instituto Cristão de Pesquisa, 2005, 1657 p. p. 2.

5 – Idem, p. 65.

6 – Idem, p. 65-66.

7 – Idem, p. 2

8 – Marcelo Berti

Disponível em: https://marceloberti.wordpress.com/2011/11/26/como-assim-outras-coisas/

Acessado em: 26/06/2017.

9 – FONSECA, Antônio e Jamierson Oliveira. Bíblia Apologética de Estudos. 2ª Ed. Jundiaí/SP, Editora Instituto Cristão de Pesquisa, 2005, 1657 p. p. 9.

10 – HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 p, p. 345-347.

11 – Idem, p. 348.

12 – COLE, R. Alan. Êxodo – Introdução e Comentário. Trad. de Carlos Oswaldo Pinto. Ed. Editoras Mundo Cristão e Vida Nova, São Paulo, 1972, 231 p. p. 68.

13 – Idem, p. 67.

BIBLIOGRAFIA


1 – COLE, R. Alan. Êxodo – Introdução e Comentário. Trad. de Carlos Oswaldo Pinto. Ed? Editoras Mundo Cristão e Vida Nova, São Paulo, 1972, 231 p.

2 – FONSECA, Antônio e Jamierson Oliveira. Bíblia Apologética de Estudos. 2ª Ed. Jundiaí/SP, Editora Instituto Cristão de Pesquisa, 2005, 1657 p.

3 – HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 p.

4 – Marcelo Berti

Disponível em: https://marceloberti.wordpress.com/2011/11/26/como-assim-outras-coisas/

Acessado em: 26/06/2017.

22/11/2016

OS MORTOS SE COMUNICAM COM OS VIVOS?


OS MORTOS SE COMUNICAM COM OS VIVOS?
I Sam. 28:3-22

Autor: Pr Flávio da Cunha Guimarães

TEXTO BÍBLICO DIFÍCIL DE INTERPRETAÇÃO
Imagem do Google. Disponível em:https://www.google.com.br/search?q=imagens+gratis+de+covas+de+cemiterio&newwindow=1&espv=2&biw=1517&bih=654&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwjD6f6LlL3QAhUFkJAKHXyzDoQQ7AkIWA&dpr=0.9. Acessada em: 22/11/2016

Difícil de ser interpretado, visto que, se trata da suposta comunicação entre mortos e vivos, vivos e mortos. Afinal de conta, há comunicação entre os mortos e vivos? Se há, como se dá essa comunicação? Se não há comunicação, os médiuns, pais e mães de santos se comunicam com quem? Seria uma farsa? Seriam enganados por espíritos malignos para enganarem os que os procuram? Para os espíritas kardecistas, kibamdistas, umbandistas, macumbeiros e até mesmo para alguns teólogos cristãos, afirmam que é possível a suposta comunicação entre os mortos e os vivos. Já para os teólogos cristãos mais conservadores e das igrejas históricas, afirmam que não há possibilidade de comunicação, o que veremos as duas vertentes neste post. E o que a Bíblia diz sobre tal assunto? Antes de respondermos tais perguntas e considerações dos dois pontos de vistas, vamos fazer uma exposição do texto, em estudo, para depois abordamos com detalhes as duas linhas de interpretações, seus argumentos e darmos o nosso parecer.

Começando com o (V.3), diz que Samuel estava morto, morte esta que é relatada em (I Sam. 25:1). A língua hebraica em (גׇּוַע - gãwa´), Harris, 2008, p. 254 (1) afirma que Samuel estava morto literalmente. Samuel significa “Ouvir de Deus ou Nome de Deus”. Ele fora profeta, sacerdote, juiz e governador de Israel. Exerceu as quatro funções, as mesmas que o Senhor Jesus Cristo exerce. Foi Ele quem ungiu o rei Saul, mas o reprovou como tal, mandado pelo o Senhor Jeová, após a desobediência do rei a Deus e ungiu a Davi, como o Senhor Todo Poderoso ordenou, como rei sucessor de Saul. Samuel fora conselheiro espiritual do rei Saul. Isso explica, mas não justifica, a atitude do rei em recorrer a uma médium, ou como algumas versões bíblicas chamam-na de Pitonisa, para trazer o espírito de Samuel dentre os mortos para aconselhá-lo quanto a guerra contra os filisteus. Todavia, tal atitude do rei Saul contrariava o que o próprio rei havia feito antes. Contrariava as convicções de Samuel. A própria Bíblia e o Próprio Deus como vemos em (Lev. 19:31; 20:6,27; Deut. 18:11). O rei havia mandado exterminar todos os feiticeiros ou médiuns da terra de Israel baseado na Lei mosaica, como vemos em (I Sam. 28:3,9). Isso caracteriza o quanto o rei era inconstante, explica o seu caráter, loucura e a sua contradição em suas atitudes, mas não justifica tal iniciativa do rei. O que parece ser tão comum ainda em nossos dias quando se trata de alguns seguimentos de nossa sociedade, a começar pelos políticos, pastores e religiosos, incoerência é o que não falta nas lideranças e nas pessoas em geral!

DIANTE DA GUERRA IMINENTE

Diante de uma guerra iminente, dizem os (V.4-5) que o rei estava com medo e seu coração estremeceu. O medo era tão grande que ficou em uma situação angustiante e o coração tremia com taquicardia. O comportamento do rei foi totalmente diferente de quando andava na presença de Deus, pois era um homem de grande coragem como relata (I Sam. 11:6-11). Por que o rei Saul teve tanto medo? O homem com medo já está derrotado antes da derrota. O medo não era só devido ao exército inimigo, mas principalmente porque se achava sem o Espírito de Deus, (I Sam. 16:14). O Espírito do Senhor se retirou dele, além do peso de consciência em reconhecer os pecados cometidos, não só contra Deus, mas também contra Davi, querendo mata-lo. Saul sem o amparo espiritual do Senhor e sem os conselhos de Samuel, resolve consultar a Deus, (V.6), mas o Senhor Deus não o respondeu nem por sonhos, nem por Urim, nem por Tumim e nem pelos profetas. (Quanto a não responder por sonhos, Urim, Tumim e profetas, escreveremos um post específico para tratarmos desse tema). A situação de Saul era claramente embaraçosa diante do silêncio de Deus. Qualquer pessoa deveria ficar estremecida diante do silêncio do Senhor Deus. O silêncio de Deus para com Saul era porque Saul já havia desprezado os preceitos do Senhor e abandonado Deus. Já havia afastado o Senhor de seu coração, de sua vida e de seus projetos, muito antes desse episódio mediante as suas desobediências e precipitação. O que não tem sido diferente nos dias atuais. A maioria das pessoas ignoram a existência de Deus e que Ele está no comando de tudo. As pessoas querem governar as suas próprias vidas, em seu egocentrismo, individualismo e ignorando a todos, inclusive o Senhor Deus, sem dar satisfação a ninguém e muito menos a Jeová, sem saberem que no juízo final darão satisfação ao Senhor, querendo ou não em que poderá resultar em uma condenação eterna.

O SILÊNCIO DE DEUS

Por que Deus estava em silêncio em relação a Saul? Deus tem prazer em responder a todos os que O buscam? Nem sempre! Deus não responde quando o homem está sendo julgado por Ele, que era o caso de Saul. O rei Saul rejeitou e estava rejeitando a vontade do Senhor revelada anteriormente a ele pelo próprio Samuel. Já que Saul não se importou em obedecer a Deus no que já sabia, o Senhor não estava disposto a dar-lhe mais conhecimento, visto que não valorizava-o. O rei já sabia da vontade de Deus que não queria que ele perseguisse e matasse a Davi como ele estava obstinado, (I Sam. 24:16-20; 26:21). O rei desconsiderou o que sabia sobre à vontade de Deus quanto a ele e a Davi. Se queremos Deus nos guiando, devemos seguir a orientação que Ele nos dá. David Guzik diz que: “Quando rejeitamos a Palavra do Senhor, ainda podemos ser confortados pelo fato de que Ele está nos falando. À medida que continuamos a rejeitar a Sua Palavra, Ele deixará de falar conosco-e perderemos até esse conforto” (2), (tradução do Google). Diante do medo, (V.5), da ansiedade, da angústia e do silêncio de Deus, o rei Saul solicitou que o indicasse uma médium (V.7); médium essa que tinha influência Cananéia, com certeza, para trazer o espírito de Samuel para se aconselhar com ele. Saul com tal atitude demonstrou ser um homem fraco, um tanto louco, mau e que ponto chegou por causa de seu desespero e angústia. Assim ele pecou tanto, ao ponto de abandonar o Senhor, e o Deus Todo Poderoso silenciou-se para com ele.

O TÉRMINO DE UMA ERA

Com a morte de Samuel, o profeta-sacerdote terminou uma era espiritual elevada do povo de Deus. Espiritualidade avançada e elevada como resultado de uma vida do próprio Samuel com Deus. De excelência moral, de justiça, de fidelidade aos preceitos do Senhor. Com a confirmação e a reafirmação dos pactos com Deus. Uma nação sólida espiritual, material e em segurança. Um período de paz, se não total, pelo menos mais paz do que em outros períodos, como resultado dessa vida com Deus. Os Inimigos foram vencidos e subjugados no tempo de Samuel. Com a morte de Samuel, o grande líder em todos os sentidos, o povo descambou para a idolatria e a imoralidade. Saul que havia expulsado os bruxos, os feiticeiros, os encantadores, os mágicos e matando-os, não por convicção que tinha com Deus, mas por orientação espiritual de Samuel como seu conselheiro, ao final de seu reinado vai buscar ajuda exatamente a uma pitonisa ou médium. Pitonisa não é o nome da mulher que o rei Saul procurou, mas a função ou a profissão que ela exercia. Mulher supostamente adivinhadora das coisas relativas aos mortos. Júnior, (1961), Dicionário Bíblico, p. 94, diz que En-Dor é o nome de uma cidade da tribo de Manassés, onde ela morava o que (Jos. 17:11) relata, que significa no hebraico fonte de dor, (3). O que é e que ponto chega a vida daqueles que não tem uma profunda experiência com Deus? Os medianitas e os filisteus mediante a permissão de Deus se levantaram contra Saul e seu exército para guerrearem. Saul por não cumprir ordens de Deus dada por Samuel, em (I Sam. 15:22-23) em relação aos amalequitas, foi desqualificado e reprovado para a função, daí o medo tomou conta de seu coração (I Sam. 28:5); Angustiado (I Sam. 28:15), Perturbado (I Sam. 28:21) e sabendo que perderia a guerra, recorre e vai em busca de resposta por meios reprovados por Samuel, pela Palavra do Senhor e pelo o Senhor Deus, ao encontro com uma feiticeira que exercia a função de necromancia. Isso demonstra o desespero de um rei sem Deus. O que não é diferente em nossos dias. Quantas pessoas sem Deus e desesperadas, diante de um relacionamento conjugal precipitado, manchado por traições e vinganças, sem a aprovação de Iavé, e, portanto em crise. Diante de ente queridos mergulhados nos vícios, nas drogas, na bebida e na criminalidade, tem procurado ajuda em meios mais perigosos que se possa imaginar. Quando o meio mais seguro, para qualquer pessoa, é uma vida com o Senhor, o que o rei Saul não buscou e é o que a maioria hoje não o faz!

O QUE É NECROMANCIA?

Necromancia é o mesmo que médium, Piton, no masculino mago, adivinho; e Pitonisa no feminino. D’Agustini diz que, “Os gregos davam o nome de Pitonisas a todas as mulheres que tinham a profissão de adivinhas, porque o deus da adivinhação, Apolo, era cognominado de Pítio, quer por haver matado a serpente-dragão Píton, quer por ter estabelecido o seu oráculo em Delfos, cidade primitivamente chamada Pito. A Pitonisa era a sacerdotisa do oráculo de Delfos” (4). Existe a ideia também defendida por Champlin que Piton era uma divindade solar do Egito antigo como centro religioso da cidade armazém do mesmo nome que os hebreus reconstruíram no tempo de Ramsés (5). Não importa a origem do nome se é grego e egípcio, mas o significado. Pitonosa é a pessoa que pretende evocar os mortos para deles obter o conhecimento do futuro, que no grego é (νεκρός – nekrós) “Corpo morto, sem vida” e μαντεύομαι - (manteúomai) “Adivinho, vidente, revelar” (6). Necromancia, portanto, é a suposta arte de adivinhar e querer prever pela invocação dos mortos; o que é condenado por Deus nos textos seguintes: (Deut. 18:9-12; II Reis 21:6; I Cron. 10:13; Is. 8:19; Is. 19:3-4). A Palavra hebraica (נׇחַשׁ – nãhash), fala de Adivinhação, ler sorte, encantamento, feitiçaria, presságio, agoureiro e ocultismo (7), o que Deus proíbe tal prática conforme, (Lev. 19:26). Práticas essas condenadas também em (II Reis. 17:17; 21:6; II Cron. 33:6; Deut. 18:10). As palavras hebraicas (קׇסַם – qãsam), que denota a prática da adivinhação, da feitiçaria era tratada com desdém em (Deut. 18:10,14; Num. 22:7; 23:23; Jos. 13:22) e em (Is. 44:25), e os adivinhos recebiam a maldição divina. Já a palavra hebraica (קֶסֶם - qesem), que significa adivinhar ao atirar flechas ao chão, consultar os terafins e as imagens dos antepassados mortos que são reprovadas pelo o Senhor conforme os textos acima e também em (Ez. 21:21-22, 27-28). Práticas essas que em (I Sam. 15:22-23), usando a palavra hebraica (קֶסֶם – qesem) é pecado grave para Deus (8).

FUNÇÕES E ENTIDADES CO-RELACIONADAS A NECROMANCIA

As palavras a seguir, como (1) – MEDIUNIDADE está relacionada ao espiritismo e quer afirmar que a pessoa pode servir de intermediária entre os vivos e os espíritos dos mortos. Que invoca os espíritos familiares, o que Deus condena em (Deut. 18:11; I Sm. 28:3-9; I Cron. 10:13; II Rs. 21:6; Is. 8:19). (2) – FEITICEIRO é aquela pessoa que pratica a bruxaria, o que faz feitiços, mago, encantador e sedutor. Que usa objetos, amuletos, material adorado como ídolo pelos selvagens e ignorantes. Deus condena a prática da feitiçaria também em (Ex. 22:18; Ap. 22:15). (3) – BRUXO é o mesmo que mago. A pessoa que faz bruxaria e é mandingueiro. (4) – PAI OU MÃE DE SANTOS é o chefe, a chefe do terreiro de candomblé ou de macumbaria que incorpora o guia. O que dá instruções, orientações e prevê o futuro dos seguidores. Daremos uma relação de funções relacionadas a mediunidade, a magia negra, a bruxaria, adivinhação e crendices, sem no entanto, entrarmos em detalhes, pois o espaço não permite. Se o leitor quiser fazer uma pesquisa sobre essas funções e crendices fique à vontade, que são: (5) – MANDINGUEIRO(A). (6) – VODU. (7) – PRETO VELHO. (8) – CARTOMANCIA. (9) – DESPACHO. (10) – ENCANTADOR(A). (11) – MÁGICO. (12) – MAGIA NEGRA. (13) – AGOUREIRO(A). (14) – ASTROLOGIA. (15) – ENCANTADOR(A). (16) – PROGNOSTIGADORES. (17) – ADIVINHAÇÃO. (18) – TALISMÃ. (19) – AMULETOS. (20) – PÉ DE COELHO. (21) – DENTES DE ANIMAIS. (22) – FERRADURA. (23) – FIGA. (24) – FITA DO SENHOR DO BOM FIM. (25) – PATUÁ. (26) – SAPO. (27) – SAPO COM A BOCA COSTURADA. (28) – SAPO ENTERRADO. (29) – CARRANCA. (30) – TARÔ. (31) – JOGO DE BÚZIOS. (32) – NUMEROLOGIA. (33) – HORÓSCOPOS. (34) – CABEÇA DE BOI EM PORTEIRA. (35) – CABEÇA DE PORCO ENTERRADA. (36) – GALHO DE ARRUDA. (37) – GATO PRETO. (38) – VASSOURA DE CABO PARA BAIXO ATRÁS DA PORTA. (39) – VARRER A CASA À NOITE EXPULSA A TRANQUILIDADE. (40) – NÚMERO 13. (41) – CHINELO OU SAPATO COM A SOLA VIRADA PARA CIMA. (42) – APONTAR ESTRELA COM O DEDO FAZ NASCER VERRUGA. (43) - MULHER QUE TEM O SEGUNDO DEDO DO PÉ MAIOR QUE O PRIMEIRO E QUE CORTA O CABELO DO MARIDO MANDARÁ NELE. (44) – CORTAR CABELO NA SEXTA-FEIRA SANTA NÃO CRESCE MAIS. (45) – SAL NO FOGO. (46) – PASSAR DEBAIXO DO ARCO-ÍRIS VIRA MULA-SEM-CABEÇA. (47) – BANHO DE SAL GROSSO PARA DESCARREGO. (48) – PASSAR DEBAIXO DA ESCADA TRAZ MÁ SORTE. (49) – HIDROMANCIA. (50) – SORTILÉGIO. (51) – BELOMANCIA. E (52) – INCENSO AROMÁTICO é usado para defumação de descarrego para limpeza de ambiente contra os espíritos maus, o que é praticado também pelo catolicismo e até no meio evangélico o sal grosso.

O POVO DE ISRAEL PRATICAVA A...

1 – NECROMANCIA. A necromancia é literalmente aquela pessoa que entrevista os mortos, Deut. 18:11. 2 – ADIVINHAÇÃO. A adivinhação em hebraico (נׇחַשׁ - nãhash) significa ler sorte, presságio, encantamento, feitiçaria, agouro que está relacionada ao ocultismo (9), (HARRIS, 2008, P. 953-954). Uma outra palavra hebraico que tem sentido semelhante é (קֶסֶם – qesem) que além de adivinhação, feitiçaria, bruxaria significa oráculo. Práticas que são proibidas pelo o Senhor em (Deut. 18:10) (10), (HARRIS, 2008, P. 1355). Oráculo quer dizer resposta de um deus a quem o consultava. Divindade que responde a consultas e orienta os fiéis como o oráculo de Delfos. 3 – ASTROMANCIA. A astromancia está relacionada a adivinhação por meio da astrologia, em particular o horoscopo através da posição dos planetas etc. o que nos diz em (Is. 47:13; II Reis 17:16; 21:3; 23:5; Dn 2:27; At. 19:19). De todas as nações no tempo do Antigo Testamento, só Israel foi ensinado a não praticar, a não seguir, a não temer os que exerciam a astromancia (Is. 44: 25; Jr. 10:2). 4 – HEPATOCOSPIA. É a arte de adivinhar por meio de inspeção do fígado das vítimas (Ez. 21:21). Cada parte do fígado tinha seu significado. O deus a quem ofereciam o animal em sacrifício, revelasse sua vontade pela forma que se daria ao fígado, órgão que consideravam como o centro da vida da vítima. 5 – QUEROMANTIA. É a arte de examinar as marcas da palma das mãos, muito usada pelas ciganas. 6 – RABDOMANCIA. É a tentativa de adivinhação através de varinhas mágicas, o que descreve (Os. 4:12). 7 – SONHOS. Em hebraico é a palavra (חֲלוֹם – hãlom) que pode ser usado em duas categorias: (1) os sonhos comuns em que todos tem enquanto dormem e que podem ser assustadores (Jó 7:14) e são transitórios (Jó 20:8 e Is. 29:7-8) (11). É claro que os autores bíblicos não defenderam teorias de significado psíquico ou religioso desses sonhos. (2) Mas teve os sonhos que Deus quis revelar informações à humanidade. Daí o perigo de os falsos profetas usarem para proveito próprio e mentirem para agradarem os seus monarcas. Mas pode ser dito também que “Refere-se em Is. 65.4 ao costume adivinhar, dormindo junto às sepulturas dos antepassados, os quais consideravam como deificados. Julgavam o que sonhavam como revelação desses mortos” (12), (Orlando Boyer, Pequena Enciclopédia Bíblica, P.22). Daí a importância de se conhecer o que diz Deut. 13:1-4). 8 – TERAFIM. É a imagem de escultura usada para adivinhar (Gen. 31:19; Juiz. 17:5; I Sam. 15:23; 19:13,16; II Reis 23: 24; Ez. 21:21; Zac. 10:2). Jacó mandou os familiares jogarem fora os terafins (Gen. 35:2-4). 9 – FILHOS OFERECIDOS EM SACRIFÍCIO A MOLOQUE. Os judeus ofereciam os filhos em holocausto, senão em massa, pelos menos reis e alguns do povo como relata (II Reis 3:27; Lev. 18:21; 20:3; Deut. 18:10). Essas 9 práticas faziam parte da vida do povo de Israel, chamado de povo de Deus. Práticas essas que Deus abominava e ainda abomina, que é tão comum e real em nossos dias entre o povo.

OS VIVOS SE COMUNICAM COM OS MORTOS?

Sim, para os que creem que essa comunicação acontece naturalmente. Não, para os que creem que a comunicação não existe; todavia alguns teólogos dizem que, Deus neste caso, concedeu uma exceção para estabelecer a sentença de Saul. No entanto, Saul já estava sentenciado por Deus e Samuel antes da morte de Samuel (I Sam. 15:23). Há os que creem que não há comunicação com os mortos, que o caso em estudo foi uma manifestação demoníaca. É o que vamos abordar especificamente daqui para frente.

OS QUE CREEM QUE SIM

Os judeus e os rabinos criam que Deus permitiu o espírito de Samuel vir para falar a Saul, o que os pais da igreja como Justino Mártir, Orígenes e Agostinho entendiam que fora assim. Outros pais da igreja, porém, discordavam dessa interpretação tais como Tertuliano, Jerônimo, os Reformistas Calvino e Lutero que o que aparecera não foi o espírito de Samuel. Criam eles que o que apareceu foi um fantasma ou o Diabo. Mas como entender que o Diabo seria capaz de profetizar o que iria acontecer, pois é essa a pretensão dos necromantes ou médiuns, porque se estava profetizando pretensa verdade, logo a visão tinha sido dada por Deus. É o que os necromantes e médiuns querem confirmar. Em (I Sam. 28:12) diz que Saul não viu o suposto Samuel, não conversou com os deuses que subiram da terra. Foi a médium que viu e conversou com os deuses que apareceram. Para o Pr Antônio Neves de Mesquita apesar de os mortos não voltarem a esta vida (Heb. 9:27), todavia Deus pode ter enviado o espírito de Samuel, “não para provar a necromancia, mas para condená-la [...]; por outro lado, Samuel veio para dar a Saul a sua sentença ditada por Deus mesmo, tendo em vista as suas muitas rebeldias” (13). Guzik levanta quatro possibilidades mais sugeridas para esta questão: 1 – Que alguns acreditam que esta era uma alucinação da médium, o que não faz sentido visto que não explica o porquê a médium ficou tão assustada. Não explica também o porquê Saul viu o espírito de Samuel, o porquê Samuel falou a Saul e não a médium. 2 – Outros acreditam que este era um engano da médium, o que não justifica pelas mesmas razões acima. 3 – Tem aqueles que acreditam que esta era uma personificação demoníaca na forma de Samuel. Que é possível que a médium, com os seus poderes ocultistas, convocou o espírito demoníaco que a enganou tanto quanto a Saul. Suposição também inadequada visto que não fala dos motivos, diz Guzik. E que vantagem teria Satanás com as palavras de Samuel a Saul? 4 – E há aqueles que acreditam que esta era uma aparição genuína, ainda que estranha de Samuel a médium e ao rei Saul. Concluiu Guzik que esta é a melhor explicação do episódio porque tem o apoio da reação da médium, que ela vê mais do que esperava. Que tem o apoio pelo que o espírito de Samuel disse a médium e ao rei, visto que tem o caso em que Moisés e Elias apareceram com Jesus Cristo em sua transfiguração, como vemos em (Mat. 17:3). Ele cita Clarke que pensa da mesma forma (14). Hipótese esta que é deficiente, visto que não há provas de que o rei Saul tenha falado com o suposto espírito de Samuel, mas a médium que falou a Saul, o que o espírito dizia. Para isso ela foi procurada para ser a intermediária entre o espirito e Saul. O espírito falar diretamente ao rei foge do padrão daqueles dias e dos dias atuais. O que fica claro nos diálogos que abordaremos a seguir.

OS DIÁLOGOS

O PRIMEIRO DIÁLOGO: O diálogo se dá, em primeiro plano, com a bruxa a partir do (V. 8-11). No (V.8) o rei Saul diz a médium que invoque o espírito de quem ele indicará. No (V.9) ela lhe diz do perigo de vida que estava correndo ao fazer isso, pois Saul era o exterminador de bruxos (Êx. 22:18). No (V.10) Saul jurou pelo SENHOR que nada de mal lhe aconteceria. Como que um homem aprofundado nas obras das trevas, da maldade querendo tirar a vida do próprio genro, Davi, poderia tomar o nome do Senhor em sua boca e jurar por Ele de forma tão solene? Estava tomando o nome de Deus em vão (Êx. 20:7). Garantiu a ela que nenhum mal lhe aconteceria da parte dele, mas não podia garanti-la do castigo eterno. Que ponto chegou o rei de Israel! De exterminador de bruxos ao se servir dos serviços deles. Quão profunda a sua crise, a queda em sua vida espiritual e seu relacionamento com Deus! Como isso afetou a sua mente! Ele não estava em suas faculdades mentais normais! Por que uma vez Saul rejeitando as verdades sobre Deus, isso contribuiria para que caísse em práticas mais tolas de seus dias. O que está descrito demonstra o quanto o rei Saul era inconstante! A sua loucura e o seu caráter! O quanto era fraco, louco e perverso! A sua extrema loucura o fez imaginar que o espírito de um grande e bondoso homem de Deus seria capaz de profetizar pela boca de uma bruxa a ele! Que ela teria poder de traze-lo dos mortos a vida pelos seus encantamentos! Em meio aos seus pecados, depressão e influência demoníaca, Saul esquecera que Samuel se tornara seu adversário quando ele pecou (I Sam. 13:13-14 e 15:22-29). O rei estava em completa desobediência ao SENHOR e em profunda escuridão espiritual! Tudo indica que foi a última vez que Saul pronunciou o nome do SENHOR.

O SEGUNDO DIÁLOGO: O diálogo se dá, em segundo plano, com a médium, o espírito em forma de deuses que em hebraico é (אְֶﬥׅהׅהים – ‘elõhim) (15) e o rei Saul (V.12-19). Diz que a bruxa ao ver Samuel gritou em alta voz e perguntou para Saul: “Por que me tens enganado?” Ao que o rei lhe pergunta: “que vês?” A médium responde que via deuses subindo da terra. O Rei lhe pergunta: “como é a sua figura?” Ela diz que “Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa”. Entendendo o rei Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e prostrou”. Diálogo que continua até o (V. 22) o que nos interessa no texto. O diálogo entre o suposto espírito de Samuel e Saul foi feito através da médium, sem a evidência de que realmente era Samuel. A descrição que a pitonisa dá de Samuel é muito vaga. Seria incoerente, Deus não falar através de sonhos, nem através de Urim (Luz ou Revelação); Tumim (Perfeição ou verdade), e nem pelos profetas (V.6), mas agora falaria através de um morto e através de uma bruxa, o que o Senhor condenara séculos antes. A causa da morte de Saul conforme (I Cron. 10:13-14) foi por consultar a necromante e não só o abandonar a Deus. Como vemos em (I Sam. 28:14). Por que a médium ficara tão chocada? 1 – Porque a sua atividade era uma fraude. 2 – Porque as suas atividade no reino espiritual eram meros truques. 3 – Porque estava acostumada com a presença de espíritos demoníacos. 4 – A médium é surpreendida porque ela sabia que estava praticando o ofício na presença do mesmo rei que expulsou e mandou matar os médiuns e espíritas de Israel, o que ela só descobriu que era o rei Saul quando os espíritos apareceram. 5 – Porque ela teve medo, e com razão, visto que o rei estava bem ao lado dela.

A FARSA

Algumas razões que demonstram a farsa ou fraude e que o que manifestou não foi o espírito de Samuel, mas espíritos demoníacos. Onde está a farsa? 1ª – A médium deduziu induzida por Saul que o espírito que subia da terra era o de Samuel (V.11). 2ª Farsa: Saul pediu um espírito, apareceram vários espíritos que a cartomante os chamou de deuses. 3ª Farsa: Ela disse o que o rei queria ouvir. 4ª – Vem subindo um ancião envolto em uma capa, o que a médium por certo tinha conhecimento dos hábitos de Samuel e o rei Saul o conhecia muito bem. 5ª – Saul quem entendeu que era Samuel e se inclinou diante do espírito, e não a bruxa. Saul estava com a mente totalmente confusa. 6ª – Se fosse Samuel que tivesse aparecido, ele viria do alto e não debaixo. Quem vem debaixo, vem das trevas. O espírito de Samuel estava em luz. 6ª – Saul já havia sido reprovado por Deus (15:23), daí o silêncio de Deus para com ele (28:6). 7ª – “Não se pode entender que Samuel, um homem santo durante toda a sua vida pudesse, depois de morto, prestar-se a obedecer a pitonisa – mulher abominável -, cometendo um pecado tão claramente proibido por Deus (Ex. 22: 18; Lv. 20:27; Dt. 18:19-22; Is. 47:13)” (16), (Bíblia Apologética, p. 314. 8ª – Não há como entender que Deus proibira a feitiçaria e o consultar os mortos, para depois permitir uma feiticeira trazer o espírito de Samuel para dar uma sentença (Tg 1:17).

OS QUE CREEM QUE FOI UMA MANIFESTAÇÃO DEMONÍACA

Há os que creem que a bruxa ao invocar o espírito de S

amuel, o que apareceu não foi o espírito do mesmo, mas um espírito maligno e que falou em nome de Samuel. Quando a médium disse que via deuses subindo da terra, só podia ser demônios disfarçados por espírito de Samuel ou adivinhadores (II Cor. 11:13-14; Mar. 5:9 e Luc. 8:30). O Diabo tem poder permitido pelo o Senhor para transfigurar-se em anjo de luz (I Sam. 16:23 e II Cor. 11:13-14). A Bíblia é clara em (Luc. 16:19-31 e Heb. 9:27) em afirmar que os mortos não se comunicam com os vivos. Diz Fonseca, 2005, Bíblia Apologética... p. 314 que “De acordo com Deuteronômio 18.20-22, as profecias devem ser julgadas. E essas do falso Samuel não resistem ao exame. São ambíguas, imprecisas e infundadas. Vejamos: Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus (28.19), mas se matou (31.4), indo parar nas mãos dos homens de Jabes Giliades (31.11-13). Não morreram todos os seus filhos – ‘tu e teus filhos estareis’ (v.19) – como insinua a obscura profecia. Pelo menos três ficaram vivos: Is-Bosete (II Sam. 2.8-10), Armoni e Mefibosete (II Sam. 21.8). E apenas três morreram (31.6; 1 Cr 10.2-6). As Escrituras declaram que as palavras de Samuel nunca caíram por terra (3.19)” (17). Diz John Gill que a mulher pitonisa tinha o espirito de adivinho que ela conversou com o Diabo e que Saul não podia obter resposta de Deus, visto que estava mergulhado em seus pecados e não havia arrependido deles e pedido perdão. Que era obra das trevas feita nas trevas da noite e que nada mais era do que arte negra. Que tais pessoas fingem ter poder de trazer o espírito de uma pessoa morta. Que era loucura de Saul achar, pensar que o espírito de um grande homem de Deus e bondoso, estaria na boca de uma bruxa e se deixaria sair de seu repouso dos mortos por encantamentos, aparecendo para um já condenado pelo o Senhor (18).

SURPRESA:

Imagem do Google. Disponível em: https://www.google.com.br/search?q=imagem+de+pessoa+admirada&newwindow=1&espv=2&biw=1517&bih=654&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwiFuZDJrL3QAhWKFZAKHRVQCG0Q7AkINQ&dpr=0.9#imgrc=_. Acessada em: 22/11/2016

A médium assustou e gritou em alta voz, não pelo o que viu. Diz o (v.13) que ela viu deuses subindo da terra, mas pelo temor diante das consequências que poderia ser morta, pois estava ao lado do rei que procurou exterminar os bruxos. A surpresa da pitonisa, não foi só com o que ela viu, deuses subindo da terra, mas a descoberta que quem pedira para trazer a Samuel era o rei Saul a quem ela temia a morte. Ela pergunta para ele: “Por que me enganaste?” (12). Foi o rei Saul quem entendeu que era o espírito de Samuel, daí se curvou e reverenciou como se fosse Samuel. Se fosse Samuel ele teria aparecido de cima e não subido da terra. Não podemos admitir que uma bruxa tinha o poder dado pelo Diabo para trazer a terra o espírito de alguém que estava no seio de Abraão. Não dá para aceitar que Deus enviaria o espírito de Samuel para dar uma sentença ao rei se ele já estava sentenciado por Samuel enquanto em vida e por Deus. Deus jamais permitiria a vinda de Samuel pelo poder de uma bruxa e através de encantamentos. Nem o verdadeiro Samuel permitiria tal adoração de Saul e homenagem a ele, encurvando-se diante dele. Essa aparição era diabólica em forma de Samuel e imitando-o. A própria Bíblia já prevê espíritos enganadores que apareceriam em várias formas fingindo ser anjos de luz e almas de mortos. Quando o espírito enganador perguntou por que me inquietaste e me fizeste subir? Isto torna claro que esse espírito não era o de Samuel. O espírito de Samuel estava em repouso no seio de Abraão, no estado de felicidade no Céu, não no poder de homens e de demônios para inquietá-lo. Para John Gill quem respondeu a Saul foi um espírito maligno, um espírito de mentira como ficou provado acima. O Diabo queria representar a Samuel através do fingimento (V. 17). Se fosse o espírito verdadeiro de Samuel ele teria falado a Saul de todos os seus pecados cometidos como a matança dos sacerdotes em Nobe (I Sam. 22:11,16 e 18); de sua cruel perseguição a Davi e de maneira especial de seu pecado horrível de pedir conselhos a uma bruxa (V.18) (19), (tradução do Google). Se fosse o verdadeiro espírito do profeta Samuel teria chamado o rei Saul a uma mudança de vida, de conduta mediante o arrependimento dos pecados e a conversão, principalmente para com Davi, mas só falou de sua morte sem nenhuma esperança. O (V.19) é de uma importância tremenda. O espírito enganador disse para o rei Saul que Ele e os filhos estariam, no dia seguinte com Samuel onde ele estava. Uma das duas coisas (1) Ou Saul com todos os seus pecados de abominação ao Senhor, inclusive o suicídio estaria no seio de Abraão, salvo com Samuel, (2) Ou Samuel, o grande homem de Deus, estava no Inferno para onde o rei Saul iria. Percebe a incoerência? Diz que todos os filhos do rei Saul morreria com ele, mas como vimos acima não morreram. O espírito enganador profetizou de maneira generalizada. Um dia Saul com os seus filhos morreriam, como todos nós. MUDANÇAS: Muito se havia mudado entre o encontro de Saul com o Profeta Samuel (I Sam. 9:22-24), em que foi oferecido um banquete por Samuel para o sucesso de Saul, agora o encontro com a pitonisa que oferece-lhe um banquete para a sua derrota e dias depois a sua morte, (V. 24-25).

ARGUMENTOS LÓGICOS E FILOSÓFICOS:

Usaremos o argumento do Dr. Russell P. Shedd, que está na Bíblia Vida Nova, P. 323-326 do Antigo Testamento na íntegra, que são esclarecedores que diz:

“1) Argumento Gramatical (6)... o Senhor... não lhe respondeu. O verbo hebraico é completo e categórico [...] Deus não lhe respondeu; não lhe responde e não lhe responderá nunca. O fata é confirmado pela frase: ‘... Saul... interrogara e consultara uma necromante e não ao Senhor...’ (1 Cr 10:13-14)”.

2) Argumento Exegético (6): Nem por Urim – revelação sacerdotal (ver 14:18); nem por sonhos – revelação pessoal; nem por profetas – revelação inspiracional da parte de Deus. Fosse Samuel o veículo transmissor, seria o próprio Deus respondendo, pois Samuel não podia falar senão pela inspiração. E, não foi o Senhor quem falou, não foi Samuel.

3) Argumento Ontológico: Deus se identifica como Deus dos vivos: de Abraão, de Isaque, de Jacó, etc. (Ex. 3:15; Mt. 22:32). Nenhum deles perdeu a sua personalidade, integridade, ou superego. Seria Samuel o único a poluir-se, indo contra a natureza do seu ser, contra Deus (6) e contra a doutrina que ele mesmo pregara (15:23), quando em vida nunca o fez? Impossível.

4) Argumento Escatológico: O pecado de Samuel tornar-se-ia mais grave ainda, por ter ele estado no ‘seio de Abraão’ e tendo recebido uma revelação superior e um conhecimento mais exato das causas encobertas, e, por não tê-las considerado, nem obedecido às ordens de Deus (Lc. 16:17-31). Mas Samuel nunca desobedeceu a Deus (12:3-4).

5) Argumento Doutrinário: Consultar os ‘espíritos familiares’ é condenado pela Bíblia inteira (ver 28:3). Fossem os espíritos de pessoas, e Deus teria regulamentado a matéria, mas como não são, Deus o proibiu. Aceitando a profecia do pseudo-Samuel, cria-se uma nova doutrina, que é a revelação divina mediante pessoas ímpias e polutas (corrompidas, profanadas). E nesse caso, para serem aceitas as afirmações proféticas, como verdades divinas é necessário que sejam de absoluta precisão; o que não acontece no caso presente (Veja como são precisas as profecias a respeito de Cristo: Zc 9:9 e Jo 12:15; Sl 22:18 e Jo 19:24; Sl 69: 21 e Jo 19:28-29; Ex 12:46; Nm 9:12; Sl 34:20 e Jo 19:36; Zc 12:10; Jo 19:37; etc).

6) Argumento Profético (Dt 18:22): As profecias devem ser julgadas (1 Co 14:29). E essas, do pseudo-Samuel, não resistem ao exame. São ambíguas e imprecisas, justamente como as dos oráculos sibilinos e délficos. Vejamos: a) Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus (28:19: A profecia é de estilo e sugeria que Saul viria a ser supliciado pelos filisteus. Mas o fato é que Saul se suicidou (31:4), e veio parar nas mãos dos homens de Jabes-Giliade (31:11-13). Saul apenas passou pelas mãos dos filisteus. Infelizmente, o pseudo-Samuel não podia prever esse detalhe. (Vajam como são precisos os detalhes acima, a respeito da pessoa de Cristo). b) Não morreram todos os filhos de Saul (‘... tu e teus filhos’, 28:19), como insinua essa outra profecia obscura: Ficaram vivos pelo menos três filhos de Saul: Is-Bosete (2 Sm 2:8-10), Armoni e Mefibosete (2 Sa 21:8). Apenas três morreram, como anotam clara e objetivamente as passagens seguintes: 1 Sm 31:26 e 1 Cr 10:2,6. c) Saul não morreu no dia seguinte (‘... manhã... estareis comigo’, 28:19): Esta é uma profecia do tipo délfico, ambígua. Saul morreu cerca de dezoito dias depois (ver nota de 30:1,10,13,17; 2 Sm 1:3). Citar em sua defesa Gn 30:33 e Êx. 13:14 e afirmar que a palavra hebraica mahar, ‘amanhã’ aqui, é de sentido indefinido, é torcer o hebraico e a sua exegese, pois todos vão morrer, mesmo, em ‘algum dia’ no futuro: isto não é novidade. d) Saul não foi para o mesmo lugar de Samuel (‘... estareis comigo’, 28:19). Outra profecia délfica. Interpretar o ‘comigo’ por simples ‘além’ (Sheol), é tergiversar. Samuel estava no ‘seio de Abraão’, sentia isso e sabia da diferença que existia entre um salvo e um perdido. Jesus também o sabia, e não disse ao ladrão na cruz: ‘... hoje estarás comigo no ‘além’ (sheol), mas sim, no ‘paraíso’. Logo, Samuel não podia ter dito a Saul, que este estaria no mesmo lugar que ele: no ‘seio de Abraão’. Se Samuel tivesse desobedecido a Deus (28:19, passaria para o inferno, para estar com Saul? Ou então, Saul, ainda que transgredindo à palavra de Deus e consultando à necromante (1 Cr 10:13), passou para o paraíso, para estar com Samuel? Inacreditável.

Solução: - Quem respondeu a Saul? Sugerimos a seguinte possível explicação. A Bíblia fala de certos ‘espíritos’, sua natureza e seu poder (Êx. 7:11,22; 8:7; At. 16:16-18; 2 Co. 11:14-15; Ef. 6:12). São os anjos maus. Do mesmo modo fala de anjos que acampam ao nosso redor e nos guardam (Sl 34:7; Mt. 18:10; Lc. 15:10 etc.). São os anjos bons. São dois, os ‘secretários’ (senão mais) que nos acompanham durante a vida toda; um bom e outro mau. Anotam tudo e sabem tudo a nosso respeito. Depois da morte, o anjo bom leva o nosso relatório-livro, diante de Deus, pelo qual seremos julgados (Ap 20:12). Por sua vez, o anjo mau assume a nossa identidade e representa-nos no mundo, através dos médiuns, onde revela o nosso relatório com acerto e ‘autoridade’. É por isso que Paulo fala da luta que temos contra ‘as forças espirituais do mal’ (Ef. 6:12). E é pela mesma razão que Deus proíbe consulta aos ‘mortos’ (Is. 8:19-20), porque estes são falsos (Dt 18:10-14). Caso fossem espíritos humanos, provavelmente, Deus não proibiria a sua consulta, apenas regularia o assunto para evitar abusos. Deus, porém, proíbe o que é dissimulação e falsidade” (20).

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Como ficou claro no exposto acima, tudo não passa de uma tremenda enganação! Samuel como homem de Deus que era, ao morrer estava com o Senhor; de maneira que se foi ele quem apareceu, viria de cima e não de baixo. O que se levanta de baixo da terra são os espíritos das trevas. Concluímos, pois que, as manifestações espiritas em que os espíritos que se incorporam como sendo de mortos e parentes, são na verdade espíritos demoníacos. Se assim não fosse Deus não proibiria, pois é uma forma de se enganar os indoutos. Se assim não fosse, o Apóstolo Paulo não escreveria em (Ef. 6:11-12), que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais. Não advertiria a igreja em Corinto (2 Cor. 11:13-14). Conforme (1 Sam. 16:23) Saul já ficava possesso de espírito mal muito antes desta consulta a médium. Logo, quem falou a ele é o espírito demoníaco e não o de Samuel.

"Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus", (Deut. 18:10-13,

CITAÇÕES

(1) – HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 P. P.254.

(2) – GUZIK, David. Comentário de I Samuel Capítulo 28:3-22. E-Sword-the Sword of the LORD withan electronic edge, Tradução do Google.

(3) – JÚNIOR, Almir dos Santos Gonçalves. Dicionário Bíblico Crescer. 2ª Ed. Ed. Geográfica, Rio de Janeiro, 1961, 298 p, p. 94.

(4) – Autor: D'AGOSTINI, Marcus Vinicius Ferreira. Disponível em: http://www.dicionarioinformal.com.br/pitonisa/. Acessado em: 10/11/2016.

(5) – CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. Vol. V. 9ª Ed. Ed. Hagnos, 2008, São Paulo, 750 P, P. 286-287.

(6) – MOULTON, Harold K. Léxico Grego Analítico. Trad. Everton Aleva de Oliveira e Davi Miguel Manço. Ed. Cultura Cristã, 2007, São Paulo, 460 P. P. 287 e 289.

(7) - HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 P. P.953-954.

(8) – Idem, p. 1354-1355.

(9) – Idem, p. 953-954.

(10) – Idem, P. 1355.

(11) – Idem, p. 473

(12) – BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p. p. 22.

(13) – MESQUITA, Antônio Neves de. Estudo nos Livros de Samuel. 2ª Ed. Rio de Janeiro. Ed. JUERP, 1979, 196 p. 103.

(14) – GUZIK, David. Comentário de I Samuel 28:3-22. E-Sword-the Sword of the LORD withan electronic edge, Tradução do Google.

(15) – HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. Ed. Vida Nova, São Paulo, 2008, 1789 p, p. p. 68.

(16) – FONSECA, Antônio e demais editores. Bíblias Apologética de Estudos. 2ª Ed. Jundiaí, Ed. Instituto Cristão de Pesquisas, 2005, 1657 p. p. 314.

(17) – Idem, P. 314.

(18) – GILL, John. Comentário de I Samuel Capítulo 28:3-22. E-Sword-the Sword of the LORD withan electronic edge, Tradução do Google.

(19) – Idem.

(20) – SHEDD, Russell Philip. Bíblia Vida Nova. Edição Revista e Atualizada no Brasil. Ed. S. R. Edições Vida Nova, 2ª Ed. São Paulo, 1978, A T 929 p. 323-326.

BIBLIOGRAFIA

1 – BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Flórida USA, 665 p.

2 - CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. V. Ed. Hagnos, 9ª Edição, 2008, São Paulo, 1039 P, P. 136.

3 – D'AGOSTINI, Marcus Vinicius Ferreira. Disponível em: http://www.dicionarioinformal.com.br/pitonisa/. Acessado em: 10/11/2016.

4 – FONSECA, Antônio e demais editores. Bíblias Apologética de Estudos. 2ª Ed. Jundiaí, Ed. Instituto Cristão de Pesquisas, 2005, 1657 p.

4 - GUZIK, David. Comentário de Êxodo 2:1-10. E-Sword-the Sword of the LORD withan electronic edge, Tradução do Google.

5 – HARRIS, R. Laird; Gleason L. Archer Junior e Bruce K. Waltke. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Tradução de Márcio Loureiro Redondo; Luiz A. T. Sayão e Carlos Osvaldo C. Pinto. 2008, Ed. Vida Nova, São Paulo, 1789 p.

6 – JÚNIOR, Almir dos Santos Gonçalves. Dicionário Bíblico Crescer. 2ª Ed. Ed. Geográfica, Rio de Janeiro, 1961, 298 p.

7 – JUNIOR, Luder Whitlock. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999, 1728 p.

8 – MESQUITA, Antônio Neves de. Estudo nos Livros de Samuel. 2ª Ed. Rio de Janeiro. Ed. JUERP, 1979, 196 P.

9 – MOULTON, Harold K. Léxico Grego Analítico. Trad. Everton Aleva de Oliveira e Davi Miguel Manço. Ed. Cultura Cristã, 2007, São Paulo, 460 p.

10 – SHEDD, Russell Philip. Bíblia Vida Nova. Edição Revista e Atualizada no Brasil. Ed. S. R. Edições Vida Nova, 2ª Ed. São Paulo, 1978, A T 929 p.