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13/08/2016

O MAIOR DE TODOS OS DONS


O MAIOR DE TODOS OS DONS

Pastor Flávio da Cunha Guimarães

O que é dom? Qual dom é perfeito? Se o dom é dado pelo o Senhor ao homem, todavia esse homem é imperfeito, como exercer o dom de maneira perfeita?

Dom é um presente, uma dádiva, um donativo, um privilégio adquirido de um modo sobrenatural, proveniente de Deus, (Orlando Boyer, 1978, p. 209).

A palavra hebraica (מָחחַן - mãttan) e palavras derivadas como (Nisseth, Maseth, Shochad e Minchah) significam coisas oferecidas gratuitamente, um presente; bem como a palavra grega δóσις (dósis) significa “dar”, “doar” e tantas outras como χάρις (charis) que significa “graça”, “dom gratuito” bem como (χαρισμα – charisma) Dom, uma graça, um favor, um presente, um dom da graça de Deus; um presente oferecido de boa vontade, dom da graça de Deus que traz a salvação aos homens, (Rom. 5:15-16).

O dom como capacitação especial para o melhor desempenho na obra do Senhor e para ser bênção na vida de outrem, o Senhor dá o dom que Ele quer, a quem Ele quer, quando Ele quer e como Ele quer, para a finalidade que Ele quer (Rom. 12:11; Ef. 4:7; Heb. 2:4). O dom tem origem em Deus (Tia. 1:17). É dado pelo Espírito Santo como presente de Deus, (At. 2:38). Ele dá para o bem da causa e das pessoas a quem vamos servir, (Ec. 2:26ª; Dan. 2:21 e I Cor. 7:7). Jesus Cristo é o Dom Supremo do Senhor, (II Cor. 9:15).

Para alguns grupos, o dom perfeito é o falar em línguas, pois, para eles, caracteriza como evidência do batismo com o Espírito Santo, o que é duvidoso, visto que há grupos não cristãos que não receberam o Espírito Santo, mas falam em línguas, como os muçulmanos, Umbanda, Candomblé e etc. Nenhum dom tem valor, é útil, é frutífero se não for adornado, se não for recheado pelo amor. Dom sem amor não é dom, é talento que leva a exibição, ao orgulho, o quer aparecer, a quer o reconhecimento e as glórias humanas.

Afirmamos que quem não ama de verdade não recebe os dons do Espírito Santo, porque o amor é fruto do mesmo Espírito que dá os dons, (Gal. 5:22). O mesmo Espírito Santo que capacita a amar, é o que capacita com o dom para abençoar o rebanho e as pessoas a quem o Senhor coloca em nossas vidas para que sejamos canais de bênçãos de Deus para elas. Se não ama é porque não tem o Espírito Santo; se não tem o Espírito Santo, não tem os dons, capacitação especial dada pelo o Senhor para ser bênção nas vidas do rebanho do Senhor, para o Reino de Deus e não tem o fruto também.

O amar é o cumprimento tanto do mandamento do Senhor Jesus Cristo, (Mat. 5:44-45; João. 15:12,17 e Rom. 12:10), mas ao mesmo tempo o amar é dom dado pelo Espírito Santo; portanto se formam um elo. Assim sendo, o amar tem que estar acima de qualquer dom, (I Cor. 12:31-14:1). O dom perfeito será aquele dado por livre e espontânea vontade soberana do Senhor a aqueles que já receberam o Espírito Santo (Ef. 1:13), que amam de verdade para o bem da causa do Senhor. O amor é o perfeito dom que faz todos os dons serem perfeitos, principalmente o de profetizar como o dom preferido do Apóstolo Paulo, que é a pregação da Palavra do Senhor, (I Coríntios 14:3-5,24,31 e 39), amém!

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie"

Bibliografia.

1 – ALMEIDA, João Ferreira de. A Bíblia Sagrada – Versão Revisada da Tradução de Acordo com os Melhores Textos em Hebraico e Grego. 3ª Impressão. Imprensa Bíblica Brasileira, JUERP, Rio de Janeiro, 1991, AT 782 p e NT 245 p.

2 - BOYER, Orlando S. Pequena Enciclopédia Bíblica. 7ª Ed. Editora Vida, Miami Florida USA, 1978, 672 p. p. 209.

3 – BROWN, Colin. O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. 1ª Ed. Ed. Sociedade Bíblica Edições Vida Nova, São Paulo, 1982, Vol. II, 560 p.

4 – CHAMPLIM, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. 9ª Ed. Ed. Hagnos, São Paulo, Vol. 2, 2008, 995p. p. 211-212.

5 – RIENECKER, Fritz e Cleon Rogers. Chave Linguistica do Novo Testamento Grego. Trad. De Gordon Chown e Júlio Paulo T. Zabatiero. 1ª Ed. Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, São Paulo, 1985, 639 p.